Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
Em adultos portadores de pneumopatia obstrutiva (asma e /ou DPOC) quando em franca insuficiência respiratória devem ter os seguintes cuidados iniciais no seu tratamento respiratório, exceto:
VM em obstrutivos → prolongar tempo expiratório (I:E < 1:2) para evitar auto-PEEP.
Em pacientes com pneumopatia obstrutiva (asma/DPOC) em ventilação mecânica, é crucial permitir um tempo expiratório prolongado para evitar o aprisionamento aéreo (auto-PEEP) e suas consequências hemodinâmicas. Uma relação I:E de 1:1 é inadequada e perigosa, pois não permite a exalação completa.
Pacientes com pneumopatias obstrutivas, como asma grave e DPOC exacerbado, que evoluem para insuficiência respiratória aguda, frequentemente necessitam de ventilação mecânica. O manejo desses pacientes na ventilação é desafiador e requer estratégias específicas para evitar complicações. O principal objetivo é minimizar o aprisionamento aéreo (auto-PEEP) e o barotrauma. Para isso, é fundamental utilizar volumes correntes baixos (4-8 mL/kg de peso predito), frequências respiratórias baixas (8-12 irpm) e, crucialmente, uma relação inspiração-expiração (I:E) prolongada, geralmente de 1:2 ou mais (ex: 1:3, 1:4), para permitir tempo suficiente para a exalação completa. A hipercapnia permissiva é frequentemente aceita para proteger o pulmão. A escolha do modo ventilatório (volume ou pressão controlado) é secundária à estratégia de proteção pulmonar. A intubação com um tubo endotraqueal de maior diâmetro (≥ 8 mm) é preferível quando possível, pois reduz a resistência ao fluxo aéreo, facilitando a ventilação e a aspiração de secreções. Manter uma relação I:E de 1:1 é uma conduta errônea e perigosa nesses pacientes, pois agrava o aprisionamento aéreo e suas consequências.
Prolongar o tempo expiratório permite que o paciente exale completamente o ar, evitando o aprisionamento aéreo (auto-PEEP), que pode levar a barotrauma, volutrauma e comprometimento hemodinâmico.
Uma frequência respiratória baixa (8-12 irpm) é geralmente preferida para maximizar o tempo expiratório e minimizar o auto-PEEP, mesmo que isso resulte em hipercapnia permissiva.
O auto-PEEP aumenta a pressão intratorácica, dificulta o retorno venoso, reduz o débito cardíaco, aumenta o trabalho respiratório e o risco de barotrauma, além de dificultar o desmame da ventilação.
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