IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025
Homem, de 72 anos de idade, foi admitido na unidade de terapia intensiva com quadro de choque séptico de foco pulmonar. Evoluiu com insuficiência respiratória aguda hipoxêmica, sendo necessário realizar intubação orotraqueal e iniciar ventilação mecânica invasiva. Quais devem ser os parâmetros iniciais configurados no ventilador mecânico após o procedimento?
Choque séptico + IRA hipoxêmica → VM inicial: Modo PCV, FiO₂ 100%, FR 20, PEEP 5-8 cmH₂O.
Em pacientes com insuficiência respiratória aguda hipoxêmica grave, como no choque séptico, a ventilação mecânica inicial deve visar a rápida correção da hipoxemia e a proteção pulmonar. O modo PCV (Ventilação Controlada a Pressão) com FiO₂ de 100% e FR de 20 é uma abordagem inicial comum, ajustando-se PEEP e pressão inspiratória para otimizar a oxigenação e ventilação.
O choque séptico é uma condição grave de disfunção orgânica com risco de vida, causada por uma resposta desregulada do hospedeiro a uma infecção. A insuficiência respiratória aguda hipoxêmica é uma complicação comum e grave, frequentemente levando à necessidade de intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva. A epidemiologia do choque séptico é alarmante, com alta morbimortalidade, e o manejo precoce e adequado é crucial. A fisiopatologia da insuficiência respiratória no choque séptico envolve inflamação sistêmica que pode levar à Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), caracterizada por aumento da permeabilidade capilar pulmonar, edema e colapso alveolar. A ventilação mecânica visa manter a oxigenação e ventilação adequadas, minimizando lesões pulmonares induzidas pelo ventilador (VILI). Os parâmetros iniciais da ventilação mecânica devem ser cuidadosamente configurados para garantir a segurança e eficácia. Em pacientes com hipoxemia grave, iniciar com FiO₂ de 100% é fundamental para reverter rapidamente a hipoxemia. O modo PCV (Ventilação Controlada a Pressão) é frequentemente preferido inicialmente, pois limita a pressão nas vias aéreas, protegendo os pulmões. A frequência respiratória de 20 ipm é um bom ponto de partida, e o PEEP deve ser ajustado para otimizar a oxigenação e a complacência pulmonar, seguindo princípios de ventilação protetora. A titulação dos parâmetros deve ser contínua, baseada na resposta do paciente e gasometrias.
A FiO₂ de 100% é utilizada inicialmente para corrigir rapidamente a hipoxemia grave e garantir a oxigenação tecidual, sendo posteriormente titulada para o menor valor possível que mantenha a saturação adequada.
O modo PCV permite controlar a pressão inspiratória, limitando o risco de barotrauma e volutrauma, e é frequentemente utilizado em pacientes com pulmões menos complacentes, como na SARA ou choque séptico.
Além da FiO₂, FR e modo, é crucial ajustar o PEEP (Pressão Expiratória Final Positiva) para otimizar a oxigenação e prevenir o colapso alveolar, e o volume corrente (se em modo volume) ou pressão inspiratória (se em modo pressão) para ventilação protetora.
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