HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
Em adultos portadores de pneumopatia obstrutiva (asma e / ou DPOC) quando em franca insuficiência respiratória deveram ter os seguintes cuidados iniciais no seu tratamento respiratório, exceto:
Pneumopatia obstrutiva em VM: Prolongar tempo expiratório (I:E 1:2/1:3) para evitar auto-PEEP e hiperinsuflação.
Em pacientes com pneumopatia obstrutiva (asma/DPOC) em ventilação mecânica, é crucial evitar o aprisionamento aéreo e a auto-PEEP. Manter uma relação inspiração x expiração de 1 para 1 é inadequado, pois não permite tempo suficiente para a expiração completa, piorando a hiperinsuflação. O ideal é prolongar o tempo expiratório, com relações I:E de 1:2 ou 1:3.
Pacientes com pneumopatia obstrutiva, como asma grave e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), frequentemente evoluem para insuficiência respiratória, necessitando de ventilação mecânica. O manejo desses pacientes na ventilação mecânica é desafiador e requer ajustes específicos para evitar complicações como o aprisionamento aéreo e o barotrauma. A compreensão dos princípios fisiopatológicos da obstrução é vital para a programação do ventilador. Os cuidados iniciais na ventilação mecânica para esses pacientes visam otimizar a troca gasosa e minimizar a hiperinsuflação dinâmica (auto-PEEP). Parâmetros como o uso de tubos endotraqueais de maior diâmetro (≥ 8 mm) são preferíveis para reduzir a resistência ao fluxo. A ventilação em modalidades controladas por pressão ou volume (PCV ou VCV) é comum, com foco em volumes correntes baixos (4-8 mL/kg) e pressões de pico limitadas para proteger o pulmão. Um dos pontos mais críticos é a relação inspiração x expiração (I:E). Em pacientes obstrutivos, o tempo expiratório deve ser prolongado (relações I:E de 1:2, 1:3 ou até 1:4) para permitir a expiração completa do ar e evitar o aprisionamento aéreo, que leva à auto-PEEP e pode comprometer a hemodinâmica. A frequência respiratória inicial deve ser baixa (8 a 12 por minuto) para maximizar o tempo expiratório. A fração inspiratória de oxigênio (FiO2) deve ser a menor possível para manter a SpO2 ≥ 92% e PaO2 ≥ 65 mmHg, evitando a toxicidade do oxigênio e a supressão do drive respiratório em pacientes com DPOC. Manter uma relação I:E de 1:1 é contraindicado, pois agravaria a hiperinsuflação e suas consequências.
Os objetivos incluem aliviar o trabalho respiratório, corrigir a hipoxemia e a hipercapnia, e minimizar a hiperinsuflação dinâmica (auto-PEEP). É fundamental garantir tempo expiratório adequado para evitar o aprisionamento aéreo e suas complicações.
Em pacientes obstrutivos, o tempo expiratório é prolongado devido à resistência das vias aéreas. Uma relação I:E de 1:1 é inadequada, pois não permite a expiração completa, levando ao aprisionamento aéreo e auto-PEEP. É essencial prolongar o tempo expiratório (I:E de 1:2 ou 1:3) para permitir a saída do ar e reduzir a hiperinsuflação.
De preferência, deve-se utilizar um tubo endotraqueal de maior diâmetro (≥ 8 mm em adultos). Tubos mais largos oferecem menor resistência ao fluxo de ar, facilitando a ventilação e a aspiração de secreções, o que é particularmente importante em pacientes com vias aéreas já comprometidas.
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