Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
O volume corrente preconizado (por quilograma de peso corporal ideal) para um paciente com Asma Aguda em ventilação mecânica controlada a volume é de:
Asma aguda em VM → volume corrente baixo (5-7 mL/kg P.I.) para evitar hiperinsuflação e barotrauma.
Em pacientes com asma aguda grave em ventilação mecânica, o objetivo é minimizar a hiperinsuflação dinâmica e o barotrauma. Isso é alcançado com volumes correntes baixos (5-7 mL/kg do peso ideal), frequências respiratórias baixas e tempo expiratório prolongado, permitindo a exalação completa.
A asma aguda grave é uma emergência médica que pode levar à insuficiência respiratória e à necessidade de ventilação mecânica (VM). O manejo da VM nesses pacientes é desafiador devido à obstrução grave das vias aéreas, que predispõe à hiperinsuflação dinâmica (auto-PEEP) e ao barotrauma. O objetivo primordial é garantir a troca gasosa minimizando a lesão pulmonar induzida pela ventilação (VILI). A estratégia de ventilação protetora é fundamental. Isso inclui a utilização de volumes correntes baixos, geralmente entre 5 a 7 mL por quilograma de peso corporal ideal (P.I.), para evitar o estiramento excessivo dos alvéolos. A frequência respiratória deve ser mantida baixa (ex: 8-12 ipm) para permitir um tempo expiratório prolongado, facilitando a exalação completa e reduzindo o aprisionamento aéreo. Outros parâmetros importantes incluem a manutenção da pressão de platô abaixo de 30 cmH2O e o controle da PEEP intrínseca (auto-PEEP). A PEEP extrínseca deve ser ajustada cuidadosamente, geralmente baixa ou zero, para não agravar a hiperinsuflação. O uso de sedação profunda e, por vezes, bloqueadores neuromusculares pode ser necessário para otimizar a ventilação e reduzir o trabalho respiratório do paciente. O monitoramento contínuo da mecânica pulmonar é essencial para guiar os ajustes da VM.
O principal objetivo é manter a oxigenação e ventilação adequadas, minimizando a hiperinsuflação dinâmica (aprisionamento aéreo) e o barotrauma, que são complicações graves da ventilação em asmáticos.
O peso corporal ideal reflete melhor o tamanho dos pulmões do paciente do que o peso real, especialmente em indivíduos obesos. Usar o peso real pode levar a volumes correntes excessivos e risco de lesão pulmonar.
Outros parâmetros cruciais incluem uma frequência respiratória baixa para permitir tempo expiratório prolongado, pressão de platô < 30 cmH2O, PEEP extrínseca baixa ou zero, e um fluxo inspiratório alto para reduzir o tempo inspiratório.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo