Impetigo em Crianças: Etiologia e Manejo Clínico

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 5 anos, vem à consulta ambulatorial para avaliação de lesão cutânea em membro inferior direito (Figura abaixo). Diante do provável diagnóstico, assinale a alternativa com as corretas orientações a serem dadas para seguimento e conduta terapêutica da criança.

Alternativas

  1. A) Os principais agentes responsáveis por este tipo de lesão são o Staphylococcus aureus e o Streptococcus pyogenes beta-hemolítico do grupo A.
  2. B) As complicações mais comuns deste tipo de lesão são a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica.
  3. C) Antibióticos sistêmicos devem ser utilizados no lugar das medicações tópicas para o tratamento de lesão única para evitar a sua disseminação.
  4. D) A cultura da lesão é útil para a definição da terapêutica e deve ser realizada em pacientes imunocompetentes.

Pérola Clínica

Impetigo: lesões crostosas em crianças, causadas por S. aureus ou S. pyogenes.

Resumo-Chave

O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, comum em crianças, caracterizada por lesões crostosas. Os principais agentes etiológicos são Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes do grupo A. O tratamento depende da extensão, podendo ser tópico para lesões localizadas ou sistêmico para casos mais disseminados.

Contexto Educacional

O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, altamente contagiosa, que afeta predominantemente crianças em idade pré-escolar e escolar. É caracterizado por lesões eritematosas que evoluem para vesículas, pústulas e, classicamente, crostas melicéricas (cor de mel). A transmissão ocorre por contato direto com as lesões ou fômites contaminados. Os principais agentes etiológicos são o Staphylococcus aureus (incluindo cepas resistentes à meticilina - MRSA) e o Streptococcus pyogenes beta-hemolítico do grupo A. O impetigo bolhoso é geralmente causado por S. aureus produtor de toxinas esfoliativas. O diagnóstico é clínico, e a cultura da lesão não é rotineiramente necessária para casos não complicados, sendo reservada para falha terapêutica ou suspeita de resistência. O tratamento do impetigo depende da extensão das lesões. Para lesões localizadas e em pequeno número, o tratamento tópico com mupirocina ou ácido fusídico é eficaz. Para lesões disseminadas, impetigo bolhoso ou em casos de falha do tratamento tópico, antibióticos sistêmicos como cefalexina, clindamicina ou amoxicilina/clavulanato são indicados. É crucial orientar sobre higiene e evitar coçar as lesões para prevenir a disseminação e complicações, como a glomerulonefrite pós-estreptocócica aguda, que pode ocorrer após infecções por S. pyogenes.

Perguntas Frequentes

Quais são os agentes etiológicos mais comuns do impetigo?

Os agentes etiológicos mais comuns do impetigo são o Staphylococcus aureus (incluindo MRSA) e o Streptococcus pyogenes beta-hemolítico do grupo A, que podem ocorrer isoladamente ou em coinfecção.

Qual a principal complicação do impetigo causada por Streptococcus pyogenes?

A principal complicação do impetigo causada por Streptococcus pyogenes é a glomerulonefrite pós-estreptocócica aguda, que pode se manifestar semanas após a infecção cutânea.

Quando é indicado o tratamento sistêmico para impetigo?

O tratamento sistêmico é indicado para impetigo em casos de lesões múltiplas, disseminadas, bolhosas, com linfadenopatia regional, em pacientes imunocomprometidos ou quando há falha do tratamento tópico. Para lesões únicas e localizadas, o tratamento tópico é preferível.

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