UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
A prevalência da hipertensão arterial aumenta progressivamente com a idade. O enrijecimento arterial é o principal fator envolvido na sua etiopatogenia. Qual dos métodos/marcadores abaixo está diretamente relacionada à rigidez arterial?
Velocidade de Onda de Pulso (VOP) = Padrão-ouro não invasivo para avaliar rigidez arterial.
A VOP mede a velocidade com que a onda de pressão viaja pela árvore arterial; quanto mais rígida a artéria (comum no envelhecimento e HAS), maior a velocidade da onda.
A rigidez arterial é um componente central da etiopatogenia da hipertensão arterial, especialmente em pacientes idosos. O enrijecimento da aorta resulta em uma perda da função de 'amortecimento' (efeito Windkessel), levando a um aumento da pressão de pulso. A Velocidade de Onda de Pulso (VOP) carótida-femoral é o método mais validado para essa medida. Na prática clínica, a identificação de rigidez arterial aumentada permite uma estratificação de risco mais precisa, identificando pacientes com 'envelhecimento vascular precoce'. O manejo foca no controle rigoroso da pressão arterial para reduzir a progressão do dano estrutural vascular.
A VOP é um parâmetro hemodinâmico que mede a velocidade de deslocamento da onda de pressão gerada pela sístole ventricular ao longo de um segmento arterial. É considerada o padrão-ouro para a avaliação da rigidez arterial de forma não invasiva. Valores elevados de VOP (geralmente > 10 m/s) indicam maior rigidez das grandes artérias, o que está associado a um aumento do risco de eventos cardiovasculares maiores.
Com o envelhecimento e a exposição a fatores de risco, as fibras elásticas da aorta são substituídas por colágeno, aumentando a rigidez. Isso faz com que a onda de pulso viaje mais rápido e retorne ao coração ainda durante a sístole (onda refletida precoce), aumentando a pressão sistólica e reduzindo a pressão diastólica, o que caracteriza a hipertensão sistólica isolada do idoso.
A VOP avalia a elasticidade/rigidez da parede arterial (arteriosclerose), sendo um marcador de dano vascular subclínico. Já o Índice Tornozelo-Braquial (ITB) é uma ferramenta de rastreio para doença arterial obstrutiva periférica (aterosclerose obliterante), comparando a pressão sistólica nos membros inferiores e superiores para identificar estenoses luminais.
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