UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Assinale a assertiva correta sobre a investigação diagnóstica de sífilis.
Sífilis no pré-natal: VDRL no 1º trimestre e último mês de gestação para prevenção da sífilis congênita.
O VDRL é um teste não treponêmico usado para triagem e monitoramento da sífilis. No pré-natal, é essencial realizá-lo no primeiro trimestre e novamente no último mês de gestação para detectar infecções tardias e prevenir a sífilis congênita.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria *Treponema pallidum*, com grande impacto na saúde pública, especialmente devido à sífilis congênita. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir complicações. A investigação diagnóstica da sífilis envolve testes não treponêmicos (VDRL, RPR) e treponêmicos (FTA-Abs, TP-PA). O VDRL é um teste de microaglutinação que utiliza cardiolipina, mas não é específico para sífilis e pode apresentar falsos positivos. Os testes treponêmicos são mais específicos e permanecem positivos por toda a vida, mesmo após o tratamento. No pré-natal, o rastreamento da sífilis é mandatório e deve ser realizado no primeiro trimestre e, crucialmente, repetido no último mês de gestação para detectar infecções tardias e permitir o tratamento antes do parto, prevenindo a transmissão vertical e a sífilis congênita. O diagnóstico de neurosífilis requer análise do líquor, sendo o VDRL liquórico o teste mais específico, embora o FTA-Abs liquórico não seja recomendado devido à sua baixa especificidade.
Testes não treponêmicos (como VDRL e RPR) detectam anticorpos contra cardiolipina e são usados para triagem e monitoramento da atividade da doença. Testes treponêmicos (como FTA-Abs e TP-PA) detectam anticorpos específicos contra *Treponema pallidum* e são usados para confirmar o diagnóstico.
A repetição do VDRL no último mês de gestação é crucial para identificar infecções por sífilis adquiridas tardiamente durante a gravidez, permitindo o tratamento oportuno e prevenindo a sífilis congênita, que pode ter consequências graves para o recém-nascido.
O diagnóstico de neurosífilis requer a análise do líquor, incluindo VDRL no líquor (que é altamente específico, mas pouco sensível), contagem de células e proteínas. O FTA-Abs no líquor não é recomendado devido à sua baixa especificidade e por ser positivo em sífilis tratada.
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