Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023
Após uma esofagectomia com gastroplastia retroesternal e com anastomose cervical, o paciente começa a apresentar leucócitos, febre e eritemia da ferida. Um exame por suspensão de bário é realizado notando-se vazamento anastomótico. Nesse caso, o tratamento MAIS apropriado para o paciente é o de:
Vazamento anastomótico cervical pós-esofagectomia com sinais de infecção → Drenagem cirúrgica ampla.
Em caso de vazamento anastomótico cervical após esofagectomia com sinais de infecção (febre, leucocitose, eritema), a conduta mais apropriada é a drenagem cirúrgica ampla da ferida para controlar a sepse e permitir a cicatrização secundária.
O vazamento anastomótico é uma das complicações mais temidas e graves após a esofagectomia, com alta morbidade e mortalidade. A incidência varia, mas pode ser significativa, especialmente em anastomoses cervicais. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, como febre, leucocitose, taquicardia e sinais inflamatórios na ferida, é crucial para um manejo adequado. A confirmação do vazamento é frequentemente feita por exames de imagem com contraste, como o esofagograma com bário ou gastrografina. Uma vez confirmado o vazamento, a conduta depende da localização (cervical ou torácica), do tamanho do vazamento e da presença de sepse. Vazamentos cervicais, especialmente quando associados a sinais de infecção e coleção, geralmente requerem drenagem cirúrgica ampla para controlar a infecção e permitir a cicatrização por segunda intenção. A drenagem cirúrgica visa remover o conteúdo extravasado, controlar o foco séptico e proteger as estruturas adjacentes. Embora a re-anastomose seja uma opção em casos muito selecionados e sem infecção, a drenagem é a abordagem mais segura e eficaz na presença de infecção. O uso de stents endoluminais pode ser considerado para vazamentos menores e sem sinais de sepse, mas não é a primeira escolha em um quadro séptico evidente. O suporte nutricional e antibióticos de amplo espectro são medidas complementares essenciais.
Sinais incluem febre, taquicardia, leucocitose, dor cervical ou torácica, e sinais locais como eritema, edema ou secreção na ferida cirúrgica.
A drenagem ampla permite o controle da infecção e da sepse, remove o conteúdo extravasado e cria um ambiente para a cicatrização secundária da fístula, que geralmente fecha espontaneamente com o tempo.
Stents endoluminais são mais indicados para vazamentos pequenos e contidos, sem sinais de infecção sistêmica grave, ou em vazamentos torácicos onde a drenagem cirúrgica é mais complexa.
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