Afya Universidade Unigranrio - Campus Duque de Caxias — Prova 2018
Paciente do sexo masculino de 43 anos de idade, sem antecedentes patológicos relevantes, foi trazido ao pronto-socorro após quadro de cefaleia holocraniana de forte intensidade e início súbito, associada a náuseas, vômitos e, posteriormente, síncope. Na admissão, o paciente já se encontrava acordado, eupneico, corado. Havia sinais meníngeos leves e os exames dos aparelhos cardiovascular, pulmonar e abdome estavam normais. Realizou Tomografia Computadorizada (TC) de crânio (Figura 1). Foi colocado na unidade de tratamento intensivo em monitorização hemodinâmica, hidratação venosa e em uso de nimodipina, fenitoína e dexametasona, mas não conseguiu ser submetido a angiografia e, por conseguinte, a outros tratamentos. Vinha evoluindo satisfatoriamente até o 6º Dia de Internação (DI), quando começou a apresentar hemiparesia esquerda e rebaixamento progressivo do nível de consciência. No 7º DI, o nível de consciência piorou e foi observada hemiplegia completa à esquerda. Logo após o paciente apresentou episódio de convulsão tônico-clônica generalizada, foi entubado e colocado em ventilação mecânica. Os reflexos do tronco cerebral estavam preservados e os sinais de Kernig e Brudzinski não estavam presentes. A pressão arterial estava em 160 x 100 mmHg. Os exames revelavam: hemoglobina = 12 g/dL; hematócrito = 36%; leucócitos = 12.500 mm3; plaquetas = 205.000 mm3; sódio = 135 mEq/L; potássio = 4,1 mEq/L; creatinina = 10 mg/dl. Foi repetida a TC de crânio (Figura 2). A hipótese diagnóstica para o quadro descrito é:
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