CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2020
A imagem a seguir sugere mais provavelmente o diagnóstico de:
Vasculopatia polipoidal = Variante da DMRI com pólipos vasculares e rede vascular ramificada.
A vasculopatia polipoidal da coróide (VPC) caracteriza-se por dilatações aneurismáticas (pólipos) na circulação coroideia, frequentemente causando hemorragias sub-retinianas volumosas.
A vasculopatia polipoidal da coróide é uma entidade clínica importante no espectro das doenças maculares exsudativas. Frequentemente, manifesta-se com descolamentos sero-sanguinolentos do epitélio pigmentado da retina. A diferenciação entre VPC e DMRI neovascular 'típica' é crucial, pois a VPC pode exigir regimes de tratamento mais agressivos ou terapias combinadas. Fisiopatologicamente, acredita-se que a VPC envolva uma dilatação ectásica dos vasos da camada de Haller ou Sattler da coróide. O prognóstico visual depende da localização dos pólipos (subfoveais vs. extrafoveais) e da frequência das recidivas hemorrágicas.
A VPC é uma doença da vasculatura coroideia caracterizada pela presença de uma rede vascular ramificada (branching vascular organ - BVN) que termina em dilatações aneurismáticas ou 'pólipos'. Embora compartilhe características com a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) neovascular, ela possui um perfil clínico distinto, sendo mais comum em pacientes asiáticos e negros, e frequentemente apresentando hemorragias sub-retinianas e exsudação recorrente.
O padrão-ouro para o diagnóstico da VPC é a angiografia com indocianina verde (ICG). Diferente da fluoresceína, a ICG consegue penetrar melhor o epitélio pigmentado da retina e o sangue, permitindo a visualização clara dos pólipos hiperfluorescentes e da rede vascular ramificada. O OCT (Tomografia de Coerência Óptica) também é útil, mostrando o 'sinal do entalhe' (notch) e descolamentos do epitélio pigmentado (PED) abruptos.
O tratamento evoluiu significativamente. Atualmente, utiliza-se a terapia anti-VEGF (como aflibercepte ou ranibizumabe) como primeira linha. Em casos de pólipos resistentes ou exsudação persistente, a terapia fotodinâmica (PDT) com verteporfina pode ser combinada ao anti-VEGF para promover a regressão dos pólipos, conforme demonstrado em estudos como o EVEREST e PLANET.
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