Vasculopatia Coroidal Polipoidal: Diagnóstico e Imagem

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2025

Enunciado

As imagens 1 e 2 abaixo são de um paciente com queixa de perda visual súbita no olho direito. Considerando o diagnóstico mais provável, com base nas imagens apresentadas, qual alternativa melhor descreve o caso?

Alternativas

  1. A) Pólipo detectado por exame de angiografia com fluoresceína (imagem 2), complicado com hemorragia pré-retiniana.
  2. B) Membrana neovascular do tipo 1, detectada por angiografia com fluoresceína (imagem 2) complicada com sangramento sub-retiniano.
  3. C) Lesão vascular da retina identificada por angiografia com indocianina verde (imagem 2) com pelo menos dois níveis identificáveis de hemorragia em relação à retina.
  4. D) Coriorretinopatia central serosa com componente hemorrágico em um único nível em relação à retina.

Pérola Clínica

Pólipo vascular + hemorragia pré-retiniana/sub-retiniana = Vasculopatia Coroidal Polipoidal.

Resumo-Chave

A Vasculopatia Coroidal Polipoidal (VCP) é uma variante da DMRI neovascular caracterizada por dilatações aneurismáticas (pólipos) que podem causar hemorragias graves em múltiplos níveis retinianos.

Contexto Educacional

A Vasculopatia Coroidal Polipoidal (VCP) é uma entidade clínica distinta, mais prevalente em populações asiáticas e negras, mas relevante globalmente. Diferencia-se da DMRI neovascular clássica pela presença de lesões vasculares polipoidais. Clinicamente, apresenta-se com descolamentos sero-sanguinolentos do EPR e da retina neurossensorial. O diagnóstico baseia-se na identificação dos pólipos. Na angiografia fluoresceínica, os pólipos aparecem como pontos de hiperfluorescência, mas podem ser mascarados por sangue. A presença de hemorragia em múltiplos níveis (sub-retiniana e pré-retiniana/vítrea) é uma pista diagnóstica importante para lesões vasculares profundas com ruptura para o espaço pré-retiniano.

Perguntas Frequentes

O que são os pólipos na Vasculopatia Coroidal Polipoidal?

Os pólipos são dilatações aneurismáticas que surgem de uma rede vascular ramificada (branching vascular network - BVN) localizada abaixo do epitélio pigmentado da retina (EPR). Eles são propensos a vazamento de fluido e sangramentos maciços.

Qual a importância da angiografia com indocianina verde (ICG) neste caso?

Embora a angiografia com fluoresceína (AF) possa detectar o vazamento e as complicações hemorrágicas, a ICG é o padrão-ouro para o diagnóstico de VCP, pois permite visualizar melhor a circulação coroidal e identificar precisamente os pólipos e a rede vascular ramificada.

Como se manifesta a perda visual na VCP?

A perda visual costuma ser súbita e indolor, decorrente de exsudação macular ou, mais dramaticamente, de hemorragias sub-retinianas, pré-retinianas ou até vítreas, dependendo da localização e do volume do sangramento dos pólipos.

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