FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
Paciente homem, 40 anos, apresenta fadiga, hiporexia, perda de peso, febre, sudorese noturna, calafrios, poliartralgia migratória e fraqueza muscular, presença de púrpura palpável; entre os sintomas neurológicos há neuropatia periférica. Considerando o diagnóstico na forma grave, quanto ao tratamento é CORRETO afirmar:
Vasculite sistêmica grave → indução com pulso de corticoide + ciclofosfamida. Plasmaférese/IVIG para casos selecionados.
A apresentação clínica sugere uma vasculite sistêmica grave, que requer tratamento imunossupressor agressivo. A terapia de indução padrão para vasculites graves envolve pulsoterapia com corticosteroides e ciclofosfamida, visando controlar rapidamente a inflamação e prevenir danos orgânicos. Terapias como plasmaférese e imunoglobulina intravenosa são reservadas para casos específicos ou refratários.
As vasculites sistêmicas são um grupo heterogêneo de doenças caracterizadas pela inflamação da parede dos vasos sanguíneos, levando a isquemia, necrose e disfunção de órgãos. A apresentação clínica é variada, com sintomas constitucionais, envolvimento cutâneo (púrpura palpável), neurológico (neuropatia periférica), articular e renal, entre outros. A forma grave exige tratamento imediato e agressivo para preservar a função orgânica e a vida. O diagnóstico de uma vasculite sistêmica grave é baseado na combinação de achados clínicos, laboratoriais (marcadores inflamatórios, ANCA) e biópsia de tecido afetado. A fisiopatologia envolve mecanismos autoimunes que resultam em dano vascular. A suspeita deve ser alta em pacientes com sintomas multissistêmicos inexplicáveis, especialmente com púrpura palpável e neuropatia. O tratamento de indução para vasculites sistêmicas graves, como a Poliarterite Nodosa ou as vasculites associadas ao ANCA, tipicamente envolve a administração de pulsoterapia com corticosteroides (por exemplo, metilprednisolona) para suprimir rapidamente a inflamação, combinada com um agente imunossupressor potente como a ciclofosfamida. Em casos selecionados, com risco iminente de vida ou perda de função orgânica (ex: hemorragia pulmonar, glomerulonefrite rapidamente progressiva), a plasmaférese pode ser adicionada. A imunoglobulina intravenosa (IVIG) pode ser uma alternativa em pacientes intolerantes ou com contraindicações à ciclofosfamida.
Os pilares do tratamento de indução para vasculites sistêmicas graves são a pulsoterapia com corticosteroides em altas doses para controlar a inflamação aguda e a ciclofosfamida, um agente imunossupressor potente, para induzir remissão.
A plasmaférese é considerada em vasculites graves com manifestações como hemorragia alveolar difusa ou glomerulonefrite rapidamente progressiva. A imunoglobulina intravenosa pode ser usada em casos refratários ou quando a ciclofosfamida é contraindicada.
Os principais efeitos adversos da ciclofosfamida incluem mielossupressão, cistite hemorrágica (prevenida com mesna), infertilidade e aumento do risco de malignidades secundárias, como câncer de bexiga.
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