CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2013
Neste angiograma, pode-se observar:
Hiperfluorescência por extravasamento (leakage) em vasos retinianos → Vasculite.
A vasculite retiniana é identificada angiograficamente pelo extravasamento de contraste e impregnação das paredes vasculares, indicando quebra da barreira hematorretiniana.
A angiografia fluoresceínica permanece como o padrão-ouro para avaliar a atividade inflamatória vascular na retina. A vasculite pode ser primária do olho ou manifestação de doenças sistêmicas (como Sarcoidose, Doença de Behçet ou Lúpus). O reconhecimento precoce de 'sheathing' (embainhamento) vascular e o mapeamento de áreas de não-perfusão periférica são cruciais para decidir entre tratamento sistêmico com corticoides/imunossupressores ou fotocoagulação a laser nas áreas isquêmicas para prevenir neovascularização secundária.
Os principais sinais incluem a hiperfluorescência por extravasamento (leakage) de corante a partir dos vasos inflamados, impregnação (staining) das paredes vasculares e, em casos graves, áreas de exclusão capilar (isquemia) adjacentes aos vasos afetados.
Embora ambos apresentem hiperfluorescência por extravasamento, na vasculite o leakage ocorre ao longo do trajeto dos vasos retinianos (frequentemente vênulas). No edema macular, o extravasamento localiza-se na região foveal, muitas vezes assumindo um padrão petaloide (edema macular cistoide).
A inflamação da parede vascular (endotelite) compromete as junções apertadas (tight junctions) das células endoteliais dos capilares retinianos. Isso permite que moléculas maiores, como a fluoresceína ligada à albumina, escapem para o espaço extravascular, gerando a imagem de borrão no exame.
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