Angiografia na Vasculite Retiniana: Sinais e Diagnóstico

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2013

Enunciado

Neste angiograma, pode-se observar:

Alternativas

  1. A) Vasculite
  2. B) Edema macular
  3. C) Neovasos
  4. D) Exclusão capilar no polo posterior

Pérola Clínica

Hiperfluorescência por extravasamento (leakage) em vasos retinianos → Vasculite.

Resumo-Chave

A vasculite retiniana é identificada angiograficamente pelo extravasamento de contraste e impregnação das paredes vasculares, indicando quebra da barreira hematorretiniana.

Contexto Educacional

A angiografia fluoresceínica permanece como o padrão-ouro para avaliar a atividade inflamatória vascular na retina. A vasculite pode ser primária do olho ou manifestação de doenças sistêmicas (como Sarcoidose, Doença de Behçet ou Lúpus). O reconhecimento precoce de 'sheathing' (embainhamento) vascular e o mapeamento de áreas de não-perfusão periférica são cruciais para decidir entre tratamento sistêmico com corticoides/imunossupressores ou fotocoagulação a laser nas áreas isquêmicas para prevenir neovascularização secundária.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais angiográficos de vasculite?

Os principais sinais incluem a hiperfluorescência por extravasamento (leakage) de corante a partir dos vasos inflamados, impregnação (staining) das paredes vasculares e, em casos graves, áreas de exclusão capilar (isquemia) adjacentes aos vasos afetados.

Como diferenciar vasculite de edema macular no angiograma?

Embora ambos apresentem hiperfluorescência por extravasamento, na vasculite o leakage ocorre ao longo do trajeto dos vasos retinianos (frequentemente vênulas). No edema macular, o extravasamento localiza-se na região foveal, muitas vezes assumindo um padrão petaloide (edema macular cistoide).

O que causa a quebra da barreira hematorretiniana na vasculite?

A inflamação da parede vascular (endotelite) compromete as junções apertadas (tight junctions) das células endoteliais dos capilares retinianos. Isso permite que moléculas maiores, como a fluoresceína ligada à albumina, escapem para o espaço extravascular, gerando a imagem de borrão no exame.

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