IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Mulher de 39 anos de idade é avaliada com quadro de pápulas dolorosas e pruriginosas na parte superior das pernas e nas costas há 15 dias. As lesões individuais desaparecem com hematomas em 3-4 dias. Refere dores articulares associadas no período, particularmente, em pequenas articulações das mãos. Nega uso de medicamentos, etilismo, tabagismo ou doenças prévias. Exame físico: sinais vitais normais; placas edematosas policíclicas no dorso e coxas; exame restante é normal. Nesse momento, a conduta correta é:
Lesões cutâneas dolorosas que deixam hematomas + artralgia → suspeitar de vasculite → biópsia de pele essencial.
A descrição de pápulas dolorosas e pruriginosas que evoluem para hematomas, juntamente com artralgia, é altamente sugestiva de vasculite cutânea, como a urticária vasculite. Nesses casos, a biópsia de pele é fundamental para o diagnóstico definitivo e para diferenciar de outras condições dermatológicas, guiando a conduta terapêutica adequada.
A avaliação de lesões cutâneas complexas é um desafio comum na prática médica, exigindo uma abordagem diagnóstica sistemática. Condições como a vasculite cutânea podem se manifestar com uma variedade de lesões, incluindo pápulas, placas e púrpura, muitas vezes acompanhadas de sintomas sistêmicos como artralgia. A suspeita clínica é o primeiro passo, mas a confirmação diagnóstica é essencial para um manejo adequado. A biópsia de pele é uma ferramenta diagnóstica indispensável em dermatologia, especialmente quando há suspeita de doenças inflamatórias, autoimunes ou neoplásicas. No contexto de lesões que persistem, são dolorosas, deixam resíduos purpúricos ou estão associadas a sintomas sistêmicos, a biópsia permite a análise histopatológica e a identificação de padrões específicos, como a vasculite leucocitoclástica. A correta interpretação dos achados histopatológicos é crucial para diferenciar condições benignas de doenças mais graves que requerem tratamento sistêmico. O tratamento da vasculite cutânea varia conforme a causa e a gravidade, podendo incluir corticosteroides, imunossupressores ou agentes biológicos. Portanto, um diagnóstico preciso por meio da biópsia de pele é fundamental para evitar atrasos no tratamento, prevenir complicações e melhorar o prognóstico do paciente. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais de alerta e indicar a biópsia de pele de forma oportuna.
A biópsia de pele é indicada quando há lesões atípicas, persistentes, dolorosas, pruriginosas, que deixam resíduos como hematomas ou púrpura, ou quando há sintomas sistêmicos associados, como artralgia ou febre. É fundamental para diferenciar condições inflamatórias, infecciosas e neoplásicas.
A biópsia de pele é o padrão-ouro para o diagnóstico de vasculite cutânea, permitindo a identificação da inflamação da parede dos vasos sanguíneos e o tipo de infiltrado celular. Isso é crucial para diferenciar a vasculite de outras dermatoses e para guiar a escolha do tratamento sistêmico adequado.
A urticária comum geralmente apresenta lesões pruriginosas que desaparecem em menos de 24 horas sem deixar marcas. A urticária vasculite, por outro lado, cursa com lesões que persistem por mais de 24 horas, são frequentemente dolorosas ou com sensação de queimação, e podem deixar púrpura ou hiperpigmentação residual, além de poderem estar associadas a sintomas sistêmicos. A biópsia é confirmatória.
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