UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Pode-se afirmar, sobre a vascularização da glândula tireoide, que:
Artéria tireoidea superior → Carótida externa; Artéria tireoidea inferior → Tronco tireocervical.
A tireoide possui uma vascularização rica e complexa. A artéria tireoidea superior deriva da carótida externa, enquanto a inferior nasce do tronco tireocervical, um ramo da artéria subclávia.
A glândula tireoide é um dos órgãos mais vascularizados do corpo humano em relação ao seu peso. O suprimento arterial principal é composto por dois pares de artérias: as tireoideas superiores e inferiores. O conhecimento preciso dessa anatomia é fundamental para cirurgiões de cabeça e pescoço, visando minimizar o risco de sangramento intraoperatório e proteger estruturas nervosas vitais. Além das artérias, a drenagem venosa é realizada pelos plexos venosos tireoideos, que drenam para as veias tireoideas superiores e médias (que desembocam na veia jugular interna) e veias tireoideas inferiores (que drenam para as veias braquiocefálicas). A variação anatômica da artéria tireoidea ima deve ser sempre lembrada em acessos cervicais anteriores baixos.
As artérias tireoideas superiores são os primeiros ramos das artérias carótidas externas. Elas descem em direção aos polos superiores da glândula tireoide, acompanhando o nervo laríngeo superior (ramo externo). Durante tireoidectomias, a ligadura dessas artérias deve ser feita próxima à glândula para evitar lesão ao nervo laríngeo externo, que inerva o músculo cricotireóideo. A preservação da vascularização é vital não apenas para a glândula em si (em casos de lobectomia), mas também para garantir o suprimento sanguíneo das glândulas paratireoides superiores, que frequentemente recebem ramos dessas artérias.
As artérias tireoideas inferiores originam-se dos troncos tireocervicais, que por sua vez são ramos das artérias subclávias. Elas ascendem posteriormente à bainha carotídea e penetram na glândula tireoide por sua face posterior. Um aspecto cirúrgico crítico é a relação íntima entre a artéria tireoidea inferior e o nervo laríngeo recorrente; o nervo pode passar anterior, posterior ou entre os ramos da artéria. A ligadura distal da artéria tireoidea inferior é recomendada para evitar o comprometimento do fluxo sanguíneo para as paratireoides inferiores, que dependem quase exclusivamente deste vaso.
A artéria tireoidea ima é uma variante anatômica presente em aproximadamente 3% a 10% da população (não 80% como sugerem alguns erros comuns). Ela pode se originar do tronco braquiocefálico, do arco aórtico ou da artéria carótida comum direita. Sua trajetória é ascendente pela face anterior da traqueia até o istmo da tireoide. Sua importância clínica reside principalmente em procedimentos de emergência, como a traqueostomia ou cricotireoidostomia, onde sua presença não detectada pode levar a hemorragias graves e inesperadas no campo operatório.
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