SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Durante a realização de uma colecistectomia, é fundamental o conhecimento da anatomia e suas variações para a correta condução do ato cirúrgico a fim de evitar lesões iatrogênicas. No entanto, não são incomuns lesões iatrogênicas relacionadas a árvore biliar e as estruturas vasculares. No que diz respeito à lesão arterial iatrogênica do pedículo hepático, assinale a alternativa correta.
Via biliar = suprimento arterial quase exclusivo; lesão arterial → isquemia biliar grave.
A árvore biliar é suprida quase que exclusivamente por ramos da artéria hepática. Uma lesão iatrogênica arterial no pedículo hepático, comum em colecistectomias, pode comprometer severamente a vascularização da via biliar, levando à isquemia, necrose e subsequentes estenoses ou fístulas biliares, com graves repercussões para o paciente.
A colecistectomia, embora seja um procedimento comum, exige um profundo conhecimento da anatomia do pedículo hepático e suas variações para evitar lesões iatrogênicas. A compreensão da vascularização da árvore biliar é crítica, pois ela difere significativamente da vascularização do parênquima hepático. Enquanto o fígado recebe um suprimento sanguíneo dual (75% da veia porta e 25% da artéria hepática), a via biliar é quase que exclusivamente dependente de ramos da artéria hepática. Essa dependência arterial torna a via biliar extremamente vulnerável a lesões iatrogênicas da artéria hepática ou de seus ramos durante a cirurgia. Uma lesão arterial pode levar à isquemia da parede do ducto biliar, resultando em necrose, estenoses biliares, fístulas e colangite. Essas complicações são de difícil manejo e podem exigir múltiplas intervenções, impactando severamente a qualidade de vida do paciente e aumentando a morbimortalidade. Para prevenir tais lesões, é fundamental a identificação precisa das estruturas vasculares e biliares no triângulo de Calot. Técnicas como a 'visão crítica de segurança' são empregadas para garantir que apenas o ducto cístico e a artéria cística sejam clipados e seccionados. Em casos de anatomia complexa ou inflamação severa, a conversão para cirurgia aberta ou a realização de uma colecistectomia subtotal pode ser considerada para minimizar o risco de lesões vasculares e biliares.
A árvore biliar é suprida quase que exclusivamente por ramos da artéria hepática, principalmente da artéria hepática própria e suas divisões. Essa dependência arterial a torna particularmente vulnerável a lesões vasculares.
Devido à sua dependência quase exclusiva do suprimento arterial, a lesão da artéria hepática ou de seus ramos pode levar à isquemia grave da via biliar. Isso pode resultar em necrose, estenoses biliares, fístulas e colangite, com morbidade significativa.
O parênquima hepático possui um suprimento sanguíneo duplo: cerca de 75% provém da veia porta (rica em nutrientes) e 25% da artéria hepática (rica em oxigênio). A via biliar, por outro lado, é quase totalmente dependente do suprimento arterial para sua vitalidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo