HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025
Assinale a opção que apresenta a uma das causas de sangramento vaginal no terceiro trimestre de gestação, que está associada à inserção velamentosa do cordão umbilical ou a uma placenta suscenturiada/bilobulada, e cujo sangramento de apenas 100 ml pode ser suficiente para determinar choque e morte do feto
Vasa prévia = sangramento indolor 3º trimestre + inserção velamentosa/placenta bilobulada + risco choque/morte fetal por 100mL.
A vasa prévia é uma condição obstétrica rara, mas grave, onde vasos sanguíneos fetais desprotegidos cruzam o orifício interno do colo uterino, abaixo da apresentação fetal. É frequentemente associada à inserção velamentosa do cordão ou placenta bilobulada/suscenturiada, e o sangramento, mesmo em pequeno volume, pode levar rapidamente a choque hipovolêmico e óbito fetal.
A vasa prévia é uma complicação rara, mas potencialmente catastrófica, da gestação, caracterizada pela presença de vasos sanguíneos fetais desprotegidos (não envoltos por gelatina de Wharton ou tecido placentário) que cruzam o orifício interno do colo uterino, abaixo da apresentação fetal. É frequentemente associada a anomalias placentárias como a inserção velamentosa do cordão umbilical ou a presença de placenta bilobulada ou suscenturiada. A sua importância clínica reside no alto risco de hemorragia fetal maciça e exanguinação, mesmo com pequenos volumes de sangramento, que podem ocorrer com a ruptura das membranas ou durante o trabalho de parto, levando a choque e óbito fetal em minutos. O diagnóstico pré-natal da vasa prévia é crucial para melhorar o prognóstico. Ele é realizado por ultrassonografia transvaginal com Doppler colorido, que permite visualizar os vasos fetais sobre o colo. A suspeita deve surgir em gestantes com fatores de risco. A diferenciação de outras causas de sangramento do terceiro trimestre, como placenta prévia ou descolamento prematuro de placenta, é vital, pois na vasa prévia o sangramento é de origem fetal e o sofrimento fetal é desproporcional ao volume de sangue materno perdido. O manejo da vasa prévia diagnosticada no pré-natal inclui monitoramento fetal rigoroso, internação hospitalar no terceiro trimestre, administração de corticoesteroides para maturação pulmonar fetal e parto cesariano eletivo, geralmente entre 34 e 37 semanas, antes do início do trabalho de parto ou da ruptura espontânea das membranas. Em caso de sangramento ativo ou ruptura de membranas com suspeita de vasa prévia, a cesariana de emergência é imperativa para tentar salvar o feto.
Os principais fatores de risco incluem inserção velamentosa do cordão umbilical, placenta prévia que migrou, placenta bilobulada ou suscenturiada, fertilização in vitro e gestações múltiplas.
O diagnóstico é feito preferencialmente no pré-natal por ultrassonografia transvaginal com Doppler colorido, que visualiza os vasos fetais cruzando o orifício interno do colo uterino.
O manejo envolve monitoramento fetal rigoroso, internação hospitalar no terceiro trimestre, corticoterapia para maturação pulmonar fetal e parto cesariano eletivo antes do início do trabalho de parto ou ruptura de membranas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo