Vasa Prévia: Diagnóstico e Manejo na Emergência Obstétrica

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Assinale a opção que apresenta a uma das causas de sangramento vaginal no terceiro trimestre de gestação, que está associada à inserção velamentosa do cordão umbilical ou a uma placenta suscenturiada/bilobulada, e cujo sangramento de apenas 100 ml pode ser suficiente para determinar choque e morte do feto

Alternativas

  1. A) Placenta Acreta.
  2. B) Descolamento prematuro da placenta.
  3. C) Vasa prévia.
  4. D) Placenta prévia.
  5. E) Pólipo endocervical.

Pérola Clínica

Vasa prévia = sangramento indolor 3º trimestre + inserção velamentosa/placenta bilobulada + risco choque/morte fetal por 100mL.

Resumo-Chave

A vasa prévia é uma condição obstétrica rara, mas grave, onde vasos sanguíneos fetais desprotegidos cruzam o orifício interno do colo uterino, abaixo da apresentação fetal. É frequentemente associada à inserção velamentosa do cordão ou placenta bilobulada/suscenturiada, e o sangramento, mesmo em pequeno volume, pode levar rapidamente a choque hipovolêmico e óbito fetal.

Contexto Educacional

A vasa prévia é uma complicação rara, mas potencialmente catastrófica, da gestação, caracterizada pela presença de vasos sanguíneos fetais desprotegidos (não envoltos por gelatina de Wharton ou tecido placentário) que cruzam o orifício interno do colo uterino, abaixo da apresentação fetal. É frequentemente associada a anomalias placentárias como a inserção velamentosa do cordão umbilical ou a presença de placenta bilobulada ou suscenturiada. A sua importância clínica reside no alto risco de hemorragia fetal maciça e exanguinação, mesmo com pequenos volumes de sangramento, que podem ocorrer com a ruptura das membranas ou durante o trabalho de parto, levando a choque e óbito fetal em minutos. O diagnóstico pré-natal da vasa prévia é crucial para melhorar o prognóstico. Ele é realizado por ultrassonografia transvaginal com Doppler colorido, que permite visualizar os vasos fetais sobre o colo. A suspeita deve surgir em gestantes com fatores de risco. A diferenciação de outras causas de sangramento do terceiro trimestre, como placenta prévia ou descolamento prematuro de placenta, é vital, pois na vasa prévia o sangramento é de origem fetal e o sofrimento fetal é desproporcional ao volume de sangue materno perdido. O manejo da vasa prévia diagnosticada no pré-natal inclui monitoramento fetal rigoroso, internação hospitalar no terceiro trimestre, administração de corticoesteroides para maturação pulmonar fetal e parto cesariano eletivo, geralmente entre 34 e 37 semanas, antes do início do trabalho de parto ou da ruptura espontânea das membranas. Em caso de sangramento ativo ou ruptura de membranas com suspeita de vasa prévia, a cesariana de emergência é imperativa para tentar salvar o feto.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para vasa prévia?

Os principais fatores de risco incluem inserção velamentosa do cordão umbilical, placenta prévia que migrou, placenta bilobulada ou suscenturiada, fertilização in vitro e gestações múltiplas.

Como a vasa prévia é diagnosticada?

O diagnóstico é feito preferencialmente no pré-natal por ultrassonografia transvaginal com Doppler colorido, que visualiza os vasos fetais cruzando o orifício interno do colo uterino.

Qual a conduta em caso de diagnóstico de vasa prévia?

O manejo envolve monitoramento fetal rigoroso, internação hospitalar no terceiro trimestre, corticoterapia para maturação pulmonar fetal e parto cesariano eletivo antes do início do trabalho de parto ou ruptura de membranas.

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