HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Sobre os sangramentos de 3° trimestre, é correto afirmar:
Rotura de vasa prévia → sangramento fetal indolor na amniorrexe, com alto risco de sofrimento fetal agudo.
A rotura de vasa prévia é uma emergência obstétrica caracterizada pelo sangramento de vasos fetais que atravessam as membranas desprotegidos pela geléia de Wharton, geralmente no momento da amniorrexe (ruptura das membranas). Este sangramento é de origem fetal, indolor e rapidamente leva a sofrimento fetal agudo devido à perda sanguínea do bebê, sendo uma condição de alta mortalidade se não diagnosticada e tratada prontamente.
Os sangramentos do terceiro trimestre são emergências obstétricas que exigem diagnóstico rápido e manejo adequado, pois podem comprometer seriamente a saúde materno-fetal. As principais causas incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta e vasa prévia. Cada uma apresenta características clínicas e prognósticos distintos, sendo fundamental para o residente reconhecer suas particularidades. A vasa prévia é uma condição rara, mas de alta mortalidade fetal, onde vasos sanguíneos fetais desprotegidos pela geléia de Wharton atravessam as membranas amnióticas sobre ou perto do orifício interno do colo uterino. A rotura desses vasos, que tipicamente ocorre no momento da amniorrexe (ruptura da bolsa), resulta em sangramento de origem fetal. Este sangramento é indolor para a mãe, mas rapidamente leva a sofrimento fetal agudo devido à perda sanguínea do bebê, exigindo uma cesariana de emergência. O diagnóstico pré-natal por ultrassonografia com Doppler é crucial para planejar o parto e evitar essa complicação catastrófica. Outras causas de sangramento incluem a rotura de seio marginal, que é um sangramento de origem materna, geralmente autolimitado e sem sofrimento fetal significativo. O acretismo placentário, por sua vez, é a aderência anormal da placenta à parede uterina, com fatores de risco como cesarianas anteriores e placenta prévia, e o tabagismo não é um fator de risco direto para acretismo, mas sim para outras patologias placentárias. O conhecimento aprofundado dessas condições é vital para a prática obstétrica segura.
A rotura de vasa prévia se manifesta tipicamente como sangramento vaginal indolor, de volume variável, que ocorre concomitantemente ou logo após a amniorrexe (ruptura das membranas). Rapidamente, observa-se sofrimento fetal agudo, com alterações na cardiotocografia, como bradicardia ou desacelerações variáveis, devido à perda sanguínea fetal.
A diferenciação é crucial. O sangramento de vasa prévia é de origem fetal, indolor e associado a sofrimento fetal agudo. Em contraste, a placenta prévia causa sangramento materno indolor, sem sofrimento fetal inicial. O descolamento prematuro de placenta causa sangramento materno doloroso, com hipertonia uterina e sofrimento fetal variável. Testes como o de Kleihauer-Betke podem ajudar a identificar a origem fetal do sangue.
Os principais fatores de risco para acretismo placentário incluem placenta prévia, cesariana anterior (especialmente múltiplas), cirurgias uterinas prévias (miomectomia), curetagens uterinas, idade materna avançada e multiparidade. O tabagismo, embora não seja um fator direto para acretismo, é um fator de risco para outras complicações placentárias como placenta prévia e descolamento.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo