Vasa Prévia: Definição e Risco para o Feto

HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2024

Enunciado

Denomina-se vasa previa a condição em que vasos sanguíneos fetais não cobertos por tecido placentário ou geleia de Warthon transcorrem através das membranas ovulares a uma distância de quantos centímetros do orifício cervical interno?

Alternativas

  1. A) ≤ 1 cm.
  2. B) ≤ 2 cm.
  3. C) ≤ 3 cm.
  4. D) ≤ 4 cm.

Pérola Clínica

Vasa prévia = vasos fetais desprotegidos ≤ 2 cm do orifício cervical interno → risco de ruptura e hemorragia fetal.

Resumo-Chave

A vasa prévia é uma condição obstétrica grave onde os vasos fetais não são protegidos pela placenta ou geleia de Warthon e estão próximos ao colo uterino. Sua identificação é crucial para evitar hemorragia fetal maciça e óbito perinatal, especialmente durante a ruptura das membranas.

Contexto Educacional

A vasa prévia é uma condição obstétrica rara, mas de alta gravidade, caracterizada pela presença de vasos sanguíneos fetais desprotegidos (não cobertos por tecido placentário ou geleia de Warthon) que atravessam as membranas ovulares e se localizam a uma distância de 2 cm ou menos do orifício cervical interno. Sua importância clínica reside no alto risco de ruptura desses vasos durante o trabalho de parto ou ruptura das membranas, o que pode levar a uma hemorragia fetal maciça, hipóxia grave e, consequentemente, óbito perinatal. A incidência é estimada em 1:2500 a 1:5000 gestações. O diagnóstico pré-natal da vasa prévia é crucial e é realizado principalmente por ultrassonografia transvaginal com Doppler colorido. A suspeita deve surgir em casos de inserção velamentosa do cordão umbilical, placenta bilobada ou succenturiata, fertilização in vitro, ou história de placenta prévia que migrou. A identificação precoce permite um planejamento adequado do parto, geralmente uma cesariana eletiva entre 34 e 37 semanas de gestação, antes do início do trabalho de parto ou da ruptura espontânea das membranas. O manejo da vasa prévia diagnosticada inclui internação hospitalar no terceiro trimestre para monitoramento fetal e administração de corticosteroides para maturação pulmonar fetal. O objetivo principal é evitar a ruptura dos vasos e a hemorragia fetal. O prognóstico melhora drasticamente com o diagnóstico pré-natal e o manejo adequado, reduzindo a mortalidade fetal de quase 100% em casos não diagnosticados para menos de 10% quando há um plano de parto bem estabelecido.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de vasa prévia?

A vasa prévia geralmente é assintomática antes da ruptura das membranas. O principal sinal de alerta é o sangramento vaginal indolor após a ruptura das membranas, que pode ser de origem fetal e rapidamente levar a sofrimento fetal e óbito.

Qual a conduta em caso de diagnóstico de vasa prévia?

O diagnóstico pré-natal por ultrassonografia com Doppler colorido é fundamental. A conduta inclui monitoramento fetal rigoroso, internação hospitalar no terceiro trimestre e parto cesariano eletivo antes do início do trabalho de parto ou ruptura das membranas.

Qual a importância da distância dos vasos ao orifício cervical interno na vasa prévia?

A distância de ≤ 2 cm do orifício cervical interno é crítica porque aumenta significativamente o risco de compressão ou ruptura dos vasos fetais durante o trabalho de parto ou ruptura das membranas, resultando em hemorragia fetal aguda e hipóxia.

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