AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Em relação aos sangramentos do segundo e terceiro trimestres da gestação, analise as assertivas abaixo: I - Na vasa prévia, os vasos umbilicais cursam através das membranas sobre o orifício interno do colo e à frente da apresentação fetal. II - Cesariana prévia é o principal fator de risco para acretismo placentário na presença de placenta prévia, entretanto, esse risco não aumenta proporcionalmente com o número de cesarianas anteriores. III - A ocorrência de placenta prévia aumenta a incidência de ruptura prematura de membranas. IV - Mulheres com deslocamento prematuro de placenta apresentam um grande risco de repetir o acidente na gestação seguinte. Quais estão corretas?
Vasa prévia e DPP têm alto risco de recorrência; placenta prévia aumenta risco de RPM; acretismo placentário aumenta com cesarianas prévias, proporcionalmente.
A vasa prévia é uma condição grave onde vasos fetais desprotegidos cruzam o orifício cervical. O descolamento prematuro de placenta (DPP) tem um risco de recorrência significativo. A placenta prévia aumenta o risco de ruptura prematura de membranas (RPM). O acretismo placentário, embora associado à cesariana prévia e placenta prévia, tem seu risco aumentado *proporcionalmente* ao número de cesarianas.
Os sangramentos no segundo e terceiro trimestres da gestação são emergências obstétricas que exigem diagnóstico rápido e manejo adequado, pois podem comprometer seriamente a saúde materna e fetal. As principais causas incluem placenta prévia, descolamento prematuro de placenta (DPP) e vasa prévia. Cada condição possui características clínicas, fatores de risco e prognósticos distintos, sendo crucial para o residente diferenciá-las para uma conduta eficaz. A fisiopatologia dessas condições varia. Na placenta prévia, a implantação da placenta ocorre total ou parcialmente sobre o orifício interno do colo uterino, levando a sangramento indolor. O DPP envolve a separação prematura da placenta da parede uterina, resultando em sangramento doloroso e sofrimento fetal. A vasa prévia é uma anomalia rara e grave onde vasos fetais desprotegidos cruzam o orifício cervical, com risco de ruptura e exsanguinação fetal após a ruptura das membranas. O acretismo placentário, uma complicação da placenta prévia, ocorre quando a placenta invade o miométrio, aumentando o risco de hemorragia pós-parto. O manejo depende da causa e da estabilidade materno-fetal. Na vasa prévia, o diagnóstico pré-natal é vital para planejar uma cesariana eletiva antes da ruptura das membranas. No DPP, a conduta varia de expectante a cesariana de emergência, dependendo da gravidade e vitalidade fetal. A placenta prévia exige acompanhamento rigoroso e, na maioria dos casos, cesariana eletiva. É importante notar que o risco de acretismo placentário aumenta *proporcionalmente* com o número de cesarianas prévias na presença de placenta prévia. Além disso, o DPP tem um risco de recorrência significativo em gestações subsequentes, e a placenta prévia aumenta a incidência de ruptura prematura de membranas devido à sua localização e fragilidade.
A vasa prévia é caracterizada por sangramento vaginal indolor, geralmente após a ruptura das membranas, com bradicardia fetal. O diagnóstico pré-natal é feito por ultrassonografia transvaginal com Doppler colorido, identificando os vasos fetais sobre o orifício cervical.
Os principais fatores de risco para DPP incluem hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, tabagismo, uso de cocaína, trauma abdominal, polidrâmnio com descompressão rápida e história prévia de DPP, que aumenta o risco de recorrência.
A placenta prévia é o principal fator de risco para acretismo placentário, especialmente quando há cicatriz uterina prévia (como de cesariana). A implantação da placenta sobre uma cicatriz pode levar à invasão anormal do miométrio, resultando em acretismo, incretismo ou percretismo.
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