Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023
Paciente 17 anos, primigesta, idade gestacional 32 semanas, com diagnóstico ultrassonográfico de vasa prévia ao ultrassom. Para esse caso, assinale a alternativa que apresenta a MELHOR conduta a ser realizada.
Vasa prévia → Cesariana eletiva entre 34-36 semanas para evitar rotura de vasos e morte fetal.
A vasa prévia é uma condição grave com alto risco de hemorragia fetal e morte se os vasos forem rompidos durante o trabalho de parto ou ruptura das membranas. A conduta ideal é o parto cesariana eletiva, geralmente entre 34 e 36 semanas de gestação, após corticoterapia para maturação pulmonar fetal, visando evitar o início espontâneo do trabalho de parto.
A vasa prévia é uma complicação obstétrica rara, mas potencialmente catastrófica, caracterizada pela presença de vasos sanguíneos fetais desprotegidos (não inseridos na gelatina de Wharton nem protegidos pelo tecido placentário ou cordão umbilical) que cruzam o orifício interno do colo uterino, abaixo da apresentação fetal. Sua prevalência é de aproximadamente 1 em 2.500 a 5.000 gestações. O diagnóstico de vasa prévia é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal com Doppler colorido, idealmente no segundo trimestre. Uma vez diagnosticada, a conduta é expectante até a maturidade fetal, com monitoramento rigoroso. O principal risco é a rotura desses vasos durante o trabalho de parto, ruptura das membranas ou manipulação cervical, o que leva a uma hemorragia fetal aguda e exanguinação, com taxas de mortalidade fetal que podem chegar a 50-95% se não diagnosticada e manejada adequadamente. Para prevenir essa complicação devastadora, a conduta padrão é o parto cesariana eletiva. A idade gestacional ideal para a cesariana é um equilíbrio entre o risco de prematuridade e o risco de rotura dos vasos. Geralmente, recomenda-se a cesariana entre 34 e 36 semanas de gestação, após a administração de corticoterapia para promover a maturação pulmonar fetal. O objetivo é evitar o início espontâneo do trabalho de parto ou a ruptura das membranas, que são os gatilhos para a hemorragia fetal.
Vasa prévia é uma condição onde os vasos sanguíneos fetais desprotegidos cruzam o orifício interno do colo uterino, abaixo da apresentação fetal. Seu principal risco é a rotura desses vasos durante o trabalho de parto ou ruptura das membranas, levando a hemorragia fetal maciça e morte.
A conduta recomendada é o parto cesariana eletiva, geralmente programada entre 34 e 36 semanas de gestação, após a administração de corticoterapia para maturação pulmonar fetal, a fim de evitar o início espontâneo do trabalho de parto.
O parto vaginal é contraindicado na vasa prévia devido ao risco iminente de compressão ou rotura dos vasos fetais desprotegidos, o que resultaria em exanguinação fetal rápida e quase sempre fatal.
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