CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2019
As fotos A e B abaixo identificam um paciente antes e após a manobra de Valsalva. Qual o diagnóstico mais provável?
Proptose que surge ou piora com Valsalva = Varizes Orbitárias.
As varizes orbitárias são malformações venosas de baixo fluxo que se distendem com o aumento da pressão venosa sistêmica, causando proptose transitória.
As varizes orbitárias representam a causa mais comum de proptose intermitente. Fisiopatologicamente, consistem em canais venosos de paredes finas, sem válvulas, que se comunicam com o sistema venoso sistêmico. O diagnóstico diferencial principal inclui o hemangioma cavernoso (proptose progressiva, não intermitente) e a fístula carótido-cavernosa (proptose pulsátil com sopro). O manejo é geralmente conservador, focado em evitar manobras que aumentem a pressão venosa. A intervenção cirúrgica é complexa devido ao risco de hemorragia e dano às estruturas nobres da órbita, sendo reservada para casos de dor intratável, compressão do nervo óptico ou deformidade estética severa.
É uma proptose intermitente e não pulsátil. Ela é desencadeada por qualquer fator que aumente a pressão venosa na cabeça e pescoço, como a manobra de Valsalva, abaixar a cabeça, tossir ou esforço físico intenso.
A Tomografia Computadorizada (TC) ou Ressonância Magnética (RM) de órbita devem ser realizadas preferencialmente com o paciente realizando a manobra de Valsalva ou em posição prona, para que as varizes colapsadas se encham e tornem-se visíveis.
Embora muitas vezes assintomáticas, podem causar hemorragia orbitária aguda, trombose da variz (causando dor e proptose súbita) ou atrofia de gordura orbitária por episódios recorrentes, levando a enoftalmia quando em repouso.
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