Tratamento de Varizes de Fundo Gástrico na Hipertensão Portal

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024

Enunciado

As varizes de fundo gástrico sem sangramento ativo presentes nos pacientes com hipertensão porta, são tratadas preferencialmente com:

Alternativas

  1. A) cirurgia
  2. B) tamponamento com balão
  3. C) octreotídeo
  4. D) esclerose endoscópica

Pérola Clínica

Varizes de fundo gástrico (GOV2/IGV1) → Tratamento preferencial com injeção de cianoacrilato (esclerose adesiva).

Resumo-Chave

Varizes de fundo gástrico possuem hemodinâmica distinta das esofágicas; a escleroterapia com adesivos teciduais (cianoacrilato) é superior à ligadura elástica nesses casos.

Contexto Educacional

As varizes gástricas ocorrem em cerca de 20% dos pacientes com hipertensão portal. Segundo a classificação de Sarin, as varizes de fundo gástrico isoladas (IGV1) ou que se estendem pelo fundo (GOV2) são as mais desafiadoras. O manejo envolve profilaxia com betabloqueadores e tratamento endoscópico. Em casos refratários ou de sangramento de difícil controle, procedimentos como o TIPS (Shunt Portossistêmico Intra-hepático Transjugular) ou a BRTO (Oclusão Transvenosa Retrógrada Obliterante) podem ser indicados.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre varizes esofágicas e de fundo gástrico?

As varizes esofágicas são mais comuns e geralmente tratadas com ligadura elástica. Já as varizes de fundo gástrico (especialmente as IGV1 e GOV2 da classificação de Sarin) tendem a ser maiores, mais profundas e possuem um fluxo sanguíneo mais elevado. Devido a essas características anatômicas e hemodinâmicas, a ligadura elástica é menos eficaz e o risco de sangramento grave é maior, exigindo técnicas como a injeção de adesivos teciduais.

Como funciona a esclerose com cianoacrilato?

A técnica envolve a injeção endoscópica de N-butil-2-cianoacrilato diretamente na variz gástrica. Ao entrar em contato com o sangue, a substância polimeriza-se instantaneamente, tornando-se sólida e promovendo a oclusão imediata do vaso (obturação variçal). É o tratamento de escolha para o controle da hemorragia aguda e também para a erradicação dessas varizes, apresentando melhores resultados que a escleroterapia convencional.

Quais são as complicações da esclerose de varizes gástricas?

Embora eficaz, a técnica pode apresentar complicações como embolia sistêmica (pulmonar ou cerebral) do material adesivo, infecção (sepse), ulceração no local da injeção e dor abdominal. Para minimizar riscos, o cianoacrilato é frequentemente misturado com lipiodol, que retarda a polimerização e permite a visualização radiológica, além de exigir técnica rigorosa para evitar danos ao canal de trabalho do endoscópio.

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