Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2022
A Sociedade Brasileira de Hepatologia relata que o melhor método para o rastreamento de varizes de esôfago é a endoscopia digestiva alta. É CORRETO afirmar que o consenso brasileiro sobre o tema relata que:
Classificação endoscópica de varizes: fino (<3mm), médio (3-5mm), grosso (>5mm) + sinais vermelhos.
A endoscopia digestiva alta é o padrão-ouro para rastreamento de varizes esofágicas. A classificação do tamanho (fino, médio, grosso) e a presença de sinais vermelhos são cruciais para estratificar o risco de sangramento e guiar a conduta terapêutica.
As varizes esofágicas são uma complicação grave da hipertensão portal, frequentemente associada à cirrose hepática, e representam uma das principais causas de sangramento gastrointestinal alto em pacientes hepatopatas. O rastreamento e a profilaxia do primeiro sangramento são cruciais para reduzir a morbimortalidade. A endoscopia digestiva alta (EDA) é o método de escolha para o rastreamento e avaliação das varizes. O consenso brasileiro e internacional sobre o tema enfatiza a importância de uma descrição detalhada das varizes durante a EDA. Isso inclui a classificação do tamanho das varizes em finas (calibre inferior a 3mm), médias (entre 3mm e 5mm) e grossas (calibre superior a 5mm). Além do tamanho, a presença de "sinais vermelhos" (red spots), como red wale marks, cherry red spots e hematocystic spots, deve ser cuidadosamente documentada, pois esses sinais são preditores independentes de alto risco de sangramento. A frequência do rastreamento endoscópico varia conforme a gravidade da doença hepática (classificação de Child-Pugh) e a presença ou ausência de varizes na primeira endoscopia. Pacientes com cirrose e sem varizes devem ser reavaliados periodicamente, enquanto aqueles com varizes de médio ou grosso calibre, ou com sinais vermelhos, geralmente necessitam de profilaxia primária (betabloqueadores não seletivos ou ligadura elástica endoscópica) para prevenir o primeiro episódio de sangramento.
A EDA é o método padrão-ouro para rastrear varizes esofágicas em pacientes com cirrose, permitindo a visualização direta, classificação do tamanho e identificação de sinais de alto risco para sangramento, como os sinais vermelhos.
As varizes são classificadas em finas (calibre < 3mm), médias (entre 3-5mm) e grossas (calibre > 5mm). Essa classificação é fundamental para determinar o risco de sangramento e a necessidade de profilaxia.
Sinais vermelhos (red spots) são achados endoscópicos como red wale marks, cherry red spots e hematocystic spots, que indicam um risco aumentado de sangramento iminente. Sua presença, independentemente do tamanho da variz, exige atenção e, muitas vezes, profilaxia primária.
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