UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Apenas entre 13 de maio e 02 de junho de 2022, 780 casos confirmados de varíola símia foram notificados em 27 estados-membros. Esses casos estão distribuídos por quatro regiões da Organização Mundial de Saúde (OMS), nas quais, normalmente, não há circulação desse vírus em pacientes sem histórico de viagens recentes para as áreas endêmicas da África Central e Ocidental. Essa nova apresentação da varíola símia disseminou-se pelo mundo e requer atenção de todos os profissionais de saúde pela alta infectividade do monkeypox vírus (MPXV), seu agente etiológico. O monkeypox é transmitido aos seres humanos por meio do contato próximo com uma pessoa ou animal infectado ou, ainda, de material contaminado com o vírus. Tem sido mais diagnosticada entre homens que fazem sexo com homens, porém não exclusivamente. As lesões de pele podem ser a chave para o diagnóstico clínico e se caracterizam por
Monkeypox: Lesões cutâneas evoluem de máculas → pápulas → vesículas → pústulas → crostas.
As lesões cutâneas da varíola símia (monkeypox) seguem uma progressão característica e sincrônica, começando como máculas, evoluindo para pápulas, depois vesículas, pústulas e, finalmente, crostas. Essa evolução é crucial para o diagnóstico clínico e diferenciação de outras exantemáticas, como a varicela, onde as lesões tendem a ser polimórficas e em diferentes estágios simultaneamente.
A varíola símia (monkeypox) emergiu como uma preocupação global em 2022, com surtos em regiões não endêmicas. É uma doença zoonótica causada pelo monkeypox vírus (MPXV), um ortopoxvírus. A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou materiais contaminados. Embora tenha sido mais prevalente em homens que fazem sexo com homens nos surtos recentes, a transmissão não é exclusiva a este grupo, e todos os profissionais de saúde devem estar atentos. O diagnóstico clínico é frequentemente guiado pelas características das lesões de pele. A erupção cutânea do monkeypox é tipicamente centrífuga e segue uma progressão sequencial e sincrônica: máculas (manchas planas), pápulas (lesões elevadas), vesículas (bolhas com líquido claro), pústulas (bolhas com pus) e, finalmente, crostas que dessecam e caem. Essa evolução monomórfica é um ponto chave para o diagnóstico diferencial com outras exantemáticas, como a varicela, onde as lesões são polimórficas. O manejo da varíola símia é principalmente de suporte, com foco no alívio dos sintomas e prevenção de infecções secundárias. Antivirais específicos podem ser considerados em casos graves. A educação sobre as vias de transmissão e a importância do isolamento até a completa cicatrização das lesões são cruciais para conter a disseminação. Residentes devem estar familiarizados com a apresentação clínica para um diagnóstico rápido e correto.
As lesões de pele da varíola símia tipicamente começam como máculas eritematosas, que progridem para pápulas. Em seguida, transformam-se em vesículas (pequenas bolhas com líquido claro), que se tornam pústulas (bolhas com pus) e, finalmente, formam crostas que caem, deixando cicatrizes.
A principal diferença reside na sincronia da evolução das lesões. No monkeypox, as lesões tendem a estar no mesmo estágio de desenvolvimento em uma determinada área do corpo (monomórficas). Na varicela, é comum observar lesões em diferentes estágios (máculas, pápulas, vesículas, crostas) simultaneamente (polimórficas).
Sim, as crostas das lesões de monkeypox são consideradas infectantes. A transmissão do vírus pode ocorrer até que todas as crostas tenham caído e uma nova camada de pele se forme. Por isso, o isolamento é recomendado até a completa resolução das lesões.
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