Monkeypox: Definição de Caso Suspeito Segundo a OMS

HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Em relação à varíola dos macacos, transmitida pelo vírus monkeypox, considerando a situação epidemiológica, qual a melhor maneira de identificar os casos suspeitos de acordo com a Organização Mundial de Saúde?

Alternativas

  1. A) Um caso suspeito é qualquer pessoa, de qualquer idade, que apresente pústulas (bolhas) na pele de forma aguda e inexplicável e esteja em um país onde a varíola dos macacos é endêmica, se este quadro for acompanhado por dor de cabeça, febre acima de 38,5ºC, linfonodos edemaciados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza e existir história de contato com outros doentes.
  2. B) Um caso suspeito é qualquer pessoa, de qualquer idade, que apresente pústulas (bolhas) na pele de forma aguda e inexplicável e esteja em um país onde a varíola dos macacos não é endêmica, se esse quadro for acompanhado por dor de cabeça, febre acima de 38,5ºC, linfonodos edemaciados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza.
  3. C) Um caso suspeito é qualquer pessoa, de qualquer idade, que apresente pústulas (bolhas) na pele de forma aguda e inexplicável, dor de cabeça, febre acima de 38,5ºC, linfonodos edemaciados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza independente do contexto epidemiológico.
  4. D) Um caso suspeito é qualquer pessoa, de qualquer idade que apresente pústulas (bolhas) na pele de forma aguda e inexplicável, com dor de cabeça, febre acima de 38,5ºC, linfonodos edemaciados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza e PCR positivo.

Pérola Clínica

Caso suspeito de monkeypox (OMS): erupção cutânea aguda inexplicável + febre, linfonodos edemaciados, mialgia, cefaleia, em país NÃO endêmico.

Resumo-Chave

A definição de caso suspeito de varíola dos macacos pela OMS para países não endêmicos enfatiza a presença de uma erupção cutânea aguda e inexplicável, acompanhada de sintomas sistêmicos como febre, linfonodomegalia, cefaleia e mialgia, sem a necessidade de histórico de contato.

Contexto Educacional

A varíola dos macacos (monkeypox) é uma doença zoonótica viral causada pelo vírus monkeypox, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. Embora historicamente endêmica em algumas regiões da África, surtos recentes em países não endêmicos elevaram a preocupação global, tornando crucial a rápida identificação de casos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu definições de caso para facilitar a vigilância epidemiológica. Para um caso suspeito em um país não endêmico, a principal característica é uma erupção cutânea aguda e inexplicável, que pode se apresentar como pústulas ou bolhas. Esta erupção é frequentemente acompanhada por sintomas sistêmicos como febre (geralmente acima de 38,5ºC), linfonodomegalia (linfonodos edemaciados), cefaleia, mialgia e fraqueza. A identificação precoce de casos suspeitos é vital para o isolamento, rastreamento de contatos e contenção da disseminação do vírus. A diferenciação de outras doenças exantemáticas é importante, e a linfonodomegalia é um achado clínico chave que pode auxiliar nesse processo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas que caracterizam um caso suspeito de monkeypox?

Um caso suspeito de monkeypox apresenta uma erupção cutânea aguda e inexplicável (pústulas/bolhas), acompanhada de sintomas como febre (>38,5ºC), linfonodos edemaciados, dor de cabeça, dores musculares e fraqueza.

A definição de caso suspeito de monkeypox pela OMS varia entre países endêmicos e não endêmicos?

Sim, a definição pode variar. Para países não endêmicos, a ênfase é na erupção cutânea inexplicável com sintomas sistêmicos, sem necessariamente exigir histórico de contato inicial para triagem.

Qual a importância da linfonodomegalia no diagnóstico de monkeypox?

A linfonodomegalia (linfonodos edemaciados) é um achado clínico importante e distintivo da monkeypox, ajudando a diferenciá-la de outras doenças exantemáticas como a varicela.

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