HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022
Uma criança de 6 anos de idade apresenta quadro clínico de varicela, em seu estágio inicial, e febre de 38,7 ºC. A criança é portadora de uma pneumopatia crônica em acompanhamento e teve contato com sua irmã gestante não imunizada. A respeito da melhor conduta para esse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Varicela em criança com comorbidade (pneumopatia crônica) ou contato com gestante suscetível → Aciclovir oral.
Crianças com varicela e fatores de risco (como pneumopatia crônica, que aumenta o risco de complicações respiratórias) ou contato com indivíduos vulneráveis (como gestantes não imunizadas) devem receber aciclovir oral para reduzir a gravidade da doença e o risco de transmissão.
A varicela é uma infecção viral comum na infância, geralmente benigna. No entanto, em certas populações, como crianças com comorbidades (ex: pneumopatias crônicas) ou imunocomprometidas, o risco de complicações graves, como pneumonia varicelosa, é significativamente maior. Nesses casos, a terapia antiviral com aciclovir oral é recomendada para reduzir a gravidade e a duração da doença. O aciclovir deve ser iniciado nas primeiras 24 horas após o surgimento das lesões para ser mais eficaz. Além disso, a exposição de gestantes não imunizadas à varicela é uma preocupação séria devido aos riscos de varicela congênita ou neonatal. A profilaxia pós-exposição com imunoglobulina é crucial para essas gestantes. É fundamental que residentes e profissionais de saúde saibam identificar os pacientes que se beneficiam do tratamento antiviral e as medidas de profilaxia para contatos de risco, especialmente gestantes. A educação sobre a contraindicação de AAS na varicela devido ao risco de Síndrome de Reye também é vital.
Aciclovir é indicado para crianças com varicela que apresentam fatores de risco para doença grave, como imunodeficiência, doenças crônicas (ex: pneumopatias), uso crônico de salicilatos, ou que tiveram contato domiciliar com gestantes suscetíveis.
O ácido acetilsalicílico (AAS) é contraindicado na varicela devido ao risco de Síndrome de Reye, uma condição rara, mas grave, que afeta o fígado e o cérebro, especialmente em crianças e adolescentes com infecções virais.
Uma gestante não imunizada exposta à varicela deve procurar atendimento médico imediatamente. A profilaxia pós-exposição com imunoglobulina antivaricela zoster (VZIG) pode ser indicada para prevenir ou atenuar a doença materna e fetal.
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