UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021
Dona Joana leva seu filho a consulta médica por apresentar lesões pruriginosas no corpo associadas a febre moderada, há 3 dias. Ao exame físico, o médico observa a presença de máculas, pápulas e vesículas de conteúdo claro, algumas lesões exulceradas e outras com crostas, disseminadas. Mãe nega comorbidades prévias. Levando em consideração a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.
Varicela = exantema polimórfico (máculas, pápulas, vesículas, crostas) + febre. Prevenção por vacina (ativa) ou imunoglobulina (passiva).
A varicela é uma doença viral altamente contagiosa, caracterizada por um exantema polimórfico. A prevenção é a melhor estratégia, sendo possível através da vacinação (imunização ativa) ou, em casos específicos de exposição em imunocomprometidos, com imunoglobulina (imunização passiva).
A varicela, popularmente conhecida como catapora, é uma doença infecciosa aguda e altamente contagiosa causada pelo Varicella-Zoster Vírus (VZV). É mais comum na infância, caracterizada por um exantema pruriginoso que evolui de máculas para pápulas, vesículas e crostas, muitas vezes em diferentes estágios de desenvolvimento simultaneamente (pleomorfismo). A febre e o mal-estar geral são sintomas associados. A transmissão ocorre principalmente por via aérea, através de gotículas respiratórias, e por contato direto com as lesões. O diagnóstico da varicela é predominantemente clínico, baseado na apresentação característica do exantema e na história de exposição. Embora geralmente benigna em crianças saudáveis, a varicela pode levar a complicações graves em imunocomprometidos, recém-nascidos e adultos, como pneumonia, encefalite e infecções bacterianas secundárias das lesões cutâneas. A prevenção é a estratégia mais eficaz, realizada por meio da imunização ativa (vacina contra varicela) e, em situações específicas de alto risco, pela imunização passiva (imunoglobulina humana antivaricela-zoster). O tratamento da varicela em crianças saudáveis é sintomático, com foco no alívio do prurido e na prevenção de infecções secundárias. O uso de antivirais como o aciclovir é reservado para grupos de risco ou casos graves. Para residentes, é fundamental reconhecer o quadro clínico, entender as indicações de imunização e tratamento, e saber orientar os pais sobre o isolamento e os cuidados domiciliares para evitar a disseminação e as complicações da doença.
A varicela se manifesta com febre moderada e um exantema pruriginoso que evolui rapidamente de máculas para pápulas, vesículas de conteúdo claro e, finalmente, crostas, em diferentes estágios de evolução simultaneamente (pleomorfismo).
A principal forma de prevenção é a imunização ativa através da vacina contra varicela, que faz parte do calendário vacinal infantil. Em situações específicas, a imunização passiva com imunoglobulina pode ser usada para grupos de risco.
O aciclovir é indicado para casos de varicela em adolescentes e adultos, imunocomprometidos, recém-nascidos de mães com varicela periparto, e casos graves, mas não é rotina para crianças saudáveis com doença leve.
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