Varicela na Infância: Diagnóstico e Quadro Clínico

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026

Enunciado

Criança de 2 anos, com histórico de vacinação atrasada, apresenta febre, lesões vesiculosas em diferentes estágios evolutivos, principalmente no tronco. Qual o diagnóstico mais provável?

Alternativas

  1. A) Sarampo.
  2. B) Varicela.
  3. C) Escarlatina.
  4. D) Impetigo bolhoso.

Pérola Clínica

Febre + Vesículas em diferentes estágios (polimorfismo regional) = Varicela.

Resumo-Chave

A varicela caracteriza-se pelo polimorfismo das lesões (mácula, pápula, vesícula, crosta) coexistindo na mesma região, com progressão centrífuga.

Contexto Educacional

A varicela é uma doença exantemática aguda causada pelo vírus Varicela-Zoster (HHV-3). Embora a vacinação tenha reduzido drasticamente a incidência, casos em crianças com esquema incompleto ou atrasado ainda são comuns. O diagnóstico é eminentemente clínico. O tratamento em crianças hígidas foca no controle do prurido e da febre (evitando-se o uso de aspirina pelo risco de Síndrome de Reye). O uso de aciclovir oral é indicado para pacientes com maior risco de gravidade, como maiores de 12 anos, portadores de doenças crônicas ou casos secundários domiciliares.

Perguntas Frequentes

O que define o exantema da varicela?

A característica patognomônica é o polimorfismo regional. Isso significa que, em uma mesma área do corpo (como o tronco), é possível observar simultaneamente lesões em diferentes estágios evolutivos: máculas, pápulas, vesículas (com aspecto de 'gota de orvalho') e crostas. O prurido costuma ser intenso.

Qual o período de transmissibilidade da varicela?

A transmissão ocorre por aerossóis ou contato direto com o líquido das vesículas. O período de contágio inicia-se cerca de 24 a 48 horas antes do aparecimento das primeiras lesões cutâneas e estende-se até que todas as lesões tenham evoluído para a fase de crosta seca.

Quais as complicações mais comuns da varicela?

A complicação mais frequente em crianças é a infecção bacteriana secundária das lesões de pele, geralmente por Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes. Outras complicações incluem ataxia cerebelar aguda, encefalite e pneumonia, sendo esta última mais comum e grave em adultos e imunossuprimidos.

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