UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
Realizou-se um estudo epidemiológico com usuários de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em um município do Rio Grande do Sul - Brasil, no ano de 2019. Os participantes do estudo foram submetidos à aplicação de um formulário pré-estruturado composto por perguntas acerca de dados sociodemográficos, utilização dos serviços de saúde, condições de saúde e participação em atividades (variáveis independentes) e melhora percebida pelos usuários de CAPS a partir de sua inserção nesse serviço (variável dependente). A coleta de dados ocorreu no próprio CAPS durante uma única visita ao local.Com relação às variáveis de confusão, assinale a alternativa correta:
Variável de confusão → falta de comparabilidade entre grupos expostos e não-expostos, distorcendo a associação real.
A confusão ocorre quando uma variável externa está associada tanto à exposição quanto ao desfecho, mas não é um intermediário causal, levando a uma associação espúria ou mascarada. É um erro sistemático que compromete a validade interna do estudo.
O conceito de variável de confusão é fundamental em epidemiologia e metodologia científica, sendo crucial para a interpretação correta dos resultados de estudos. Uma variável de confusão é um fator que distorce a verdadeira relação entre uma exposição e um desfecho, pois está associada a ambos, mas não faz parte da cadeia causal direta. Ignorar ou não controlar adequadamente essas variáveis pode levar a conclusões errôneas sobre a causalidade. Para que uma variável seja considerada de confusão, ela deve satisfazer três critérios: ser um fator de risco para o desfecho na população não exposta, estar associada à exposição na população de estudo e não ser um efeito da exposição nem estar na via causal entre exposição e desfecho. A presença de variáveis de confusão resulta em uma falta de comparabilidade inerente entre os grupos expostos e não-expostos. O controle de variáveis de confusão pode ser feito em diferentes etapas do estudo, como no desenho (randomização, restrição, pareamento) ou na análise (estratificação, regressão multivariada). O reconhecimento e o manejo apropriado do viés de confusão são essenciais para garantir a validade interna dos estudos e a credibilidade das evidências científicas na prática clínica.
Uma variável de confusão é aquela que está associada tanto à exposição de interesse quanto ao desfecho, mas não é um elo na cadeia causal direta entre eles. Ela distorce a verdadeira relação entre exposição e desfecho.
A principal consequência é a geração de um viés de confusão, um erro sistemático que leva a uma estimativa incorreta da associação entre a exposição e o desfecho, comprometendo a validade interna do estudo.
A variável de confusão é um fator externo que se relaciona com exposição e desfecho, mas não está no caminho causal. Já a variável intermediária é um passo na cadeia causal, sendo um efeito da exposição e uma causa do desfecho.
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