SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2015
Variáveis como gênero (masculino e feminino) e grau de dor (grave, moderado e leve) podem ser classificadas, segundo o tipo de medida, respectivamente, em categorias:
Gênero = Nominal (sem ordem); Grau de dor = Ordinal (com ordem).
Variáveis nominais são categóricas sem ordem intrínseca (ex: gênero, cor dos olhos). Variáveis ordinais são categóricas com uma ordem ou hierarquia natural entre as categorias (ex: grau de dor, escolaridade), mas a distância entre as categorias não é necessariamente igual.
Na bioestatística, a correta classificação das variáveis é um passo fundamental para a análise de dados e a interpretação de resultados de pesquisa. As variáveis podem ser classificadas em qualitativas (categóricas) ou quantitativas (numéricas), e cada uma possui subtipos importantes para a escolha dos métodos estatísticos. As variáveis qualitativas se dividem em nominais e ordinais. Variáveis nominais são aquelas cujas categorias não possuem uma ordem ou hierarquia natural; elas apenas nomeiam ou rotulam os grupos. Exemplos comuns incluem gênero (masculino/feminino), tipo sanguíneo, cor dos olhos ou presença/ausência de uma doença. Não há sentido em dizer que 'masculino' é 'maior' ou 'melhor' que 'feminino'. Já as variáveis ordinais são qualitativas cujas categorias possuem uma ordem ou hierarquia intrínseca, mas a diferença entre as categorias não é necessariamente uniforme ou quantificável. O grau de dor (leve, moderado, grave), estadiamento de câncer (I, II, III, IV) e escolaridade (fundamental, médio, superior) são exemplos clássicos. Embora saibamos que 'grave' é pior que 'moderado', não podemos afirmar que a diferença entre 'leve' e 'moderado' é a mesma que entre 'moderado' e 'grave' em termos de magnitude exata.
Variáveis nominais são tipos de dados categóricos sem uma ordem intrínseca. Exemplos incluem gênero (masculino/feminino), tipo sanguíneo (A, B, AB, O) e presença de doença (sim/não).
Variáveis ordinais são dados categóricos que possuem uma ordem ou hierarquia natural entre suas categorias. Na clínica, são usadas para escalas de dor (leve, moderada, grave), estadiamento de doenças (estágio I, II, III) e grau de melhora (nenhuma, pouca, moderada, muita).
A classificação correta das variáveis é crucial para a escolha dos testes estatísticos apropriados. Usar um teste inadequado pode levar a conclusões errôneas na análise de dados e na interpretação de resultados de pesquisa.
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