HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
Considera-se fluidorresponsivo o paciente com uma variação acima de 13% por meio da mensuração da variação da pressão de pulso (VPP). Entretanto, existem inúmeras limitações para essa mensuração. Sendo correto que:
VPP >13% indica fluidorresponsividade em ritmo sinusal, VM não espontânea, VC 8 mL/Kg.
A Variação da Pressão de Pulso (VPP) é um parâmetro dinâmico útil para predizer a fluidorresponsividade em pacientes críticos. No entanto, sua acurácia é limitada por diversas condições, sendo validada apenas em pacientes sob ventilação mecânica controlada (modos não espontâneos), em ritmo sinusal e com volume corrente adequado (8 mL/Kg de peso predito).
A avaliação da fluidorresponsividade é um pilar fundamental no manejo de pacientes críticos, especialmente aqueles em choque. A Variação da Pressão de Pulso (VPP) é um dos parâmetros dinâmicos mais estudados e utilizados para predizer se um paciente se beneficiará de uma infusão de fluidos, com um valor acima de 13% geralmente indicando fluidorresponsividade. Contudo, a aplicação da VPP não é universal e possui critérios rigorosos de validação que devem ser compreendidos pelos residentes. Para que a VPP seja um indicador confiável, o paciente deve estar em ritmo sinusal, sob ventilação mecânica em modos controlados (não espontâneos), e com um volume corrente de pelo menos 8 mL/Kg de peso predito. Essas condições garantem que as variações cíclicas na pressão intratorácica induzidas pela ventilação mecânica se traduzam de forma fidedigna em variações no retorno venoso e no débito cardíaco. Ignorar as limitações da VPP pode levar a decisões terapêuticas equivocadas, resultando em sobrecarga hídrica ou hipovolemia não corrigida, ambas com potenciais desfechos adversos. É crucial que o residente saiba identificar quando a VPP é aplicável e, em caso negativo, quais outras ferramentas de avaliação da fluidorresponsividade podem ser empregadas para otimizar o manejo hemodinâmico do paciente.
As principais limitações incluem arritmias cardíacas (especialmente fibrilação atrial), ventilação espontânea ou modos assistidos, baixo volume corrente (<8 mL/Kg), hipertensão intra-abdominal, disfunção ventricular direita e uso de vasopressores em doses elevadas.
Um volume corrente de 8 mL/Kg garante uma variação significativa da pressão intratorácica durante o ciclo ventilatório, que é o mecanismo pelo qual a VPP reflete as mudanças no retorno venoso e, consequentemente, a fluidorresponsividade do paciente.
Outros métodos incluem o teste de elevação passiva das pernas (PLR), o teste de oclusão expiratória, a variação do volume sistólico (VVS) e a ultrassonografia à beira do leito para avaliar a veia cava inferior ou o débito cardíaco.
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