HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
A varfarina é altamente eficaz na prevenção de fenômenos tromboembólicos na FA, com redução de 64% do risco nos pacientes adequadamente tratados. NÃO podemos aceitar que:
RNI terapêutico para varfarina em FA = 2.0-3.0; RNI 5-6 é supraterapêutico e perigoso.
A faixa terapêutica ideal para o RNI (Razão Normalizada Internacional) em pacientes com fibrilação atrial em uso de varfarina é geralmente entre 2.0 e 3.0. Um RNI entre 5 e 6 é considerado supraterapêutico e está associado a um risco significativamente elevado de sangramento.
A varfarina é um anticoagulante oral antagonista da vitamina K, amplamente utilizado na prevenção de eventos tromboembólicos em pacientes com fibrilação atrial (FA). Sua eficácia é bem estabelecida, mas seu uso requer monitoramento rigoroso devido à sua estreita janela terapêutica e às múltiplas interações. O controle da varfarina é feito através da Razão Normalizada Internacional (RNI), que deve ser mantida dentro de uma faixa terapêutica específica para garantir a eficácia e minimizar o risco de sangramento. Para a maioria das indicações, incluindo a FA, o RNI alvo é de 2.0 a 3.0. Valores abaixo de 2.0 aumentam o risco de trombose, enquanto valores acima de 3.0, especialmente acima de 4.0 ou 5.0, elevam exponencialmente o risco de sangramentos graves. É fundamental que os profissionais de saúde e os pacientes compreendam a importância da adesão ao tratamento, da monitorização regular do RNI e do reconhecimento dos fatores que podem influenciar seus níveis. Interações medicamentosas (como com antibióticos e anti-inflamatórios), variações na dieta (alimentos ricos em vitamina K), consumo de álcool e condições clínicas agudas podem desestabilizar o RNI, exigindo ajustes na dose e monitoramento mais frequente.
A faixa terapêutica de RNI recomendada para a maioria dos pacientes com fibrilação atrial em uso de varfarina é de 2.0 a 3.0.
Um RNI supraterapêutico aumenta drasticamente o risco de sangramentos maiores, incluindo hemorragias intracranianas, que podem ser fatais.
O RNI pode ser alterado por interações medicamentosas (antibióticos, anti-inflamatórios), interações com alimentos ricos em vitamina K, uso irregular da medicação, consumo de álcool e intercorrências clínicas agudas.
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