UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
A videocirurgia é uma realidade para o tratamento de muitas condições que exigem tratamento cirúrgico. No Brasil, praticamente todos os procedimentos cirúrgicos torácicos, abdominais e pélvicos são amplamente realizados por videocirurgia. O princípio minimamente invasivo desenvolveu-se rapidamente a ponto de procedimentos eletivos e de urgência se tornarem factíveis através desse recurso, inclusive evoluindo para a cirurgia robótica e por telemedicina. Dessa forma, em relação à videocirurgia é correto afirmar:
Videocirurgia → menor trauma, ↓ resposta inflamatória/imunomoduladora, ↑ função pulmonar, ↓ complicações infecciosas.
A videocirurgia, por ser minimamente invasiva, reduz significativamente o trauma tecidual em comparação com a cirurgia aberta. Isso leva a uma menor resposta inflamatória e imunomoduladora sistêmica, melhor recuperação da função pulmonar e menor incidência de complicações pós-operatórias, especialmente infecções.
A videocirurgia revolucionou a prática cirúrgica, transformando procedimentos antes realizados por grandes incisões em abordagens minimamente invasivas. Essa técnica, que utiliza pequenas incisões para inserir instrumentos e uma câmera, oferece uma série de vantagens significativas para o paciente e para o sistema de saúde. É uma área em constante evolução, com o surgimento da cirurgia robótica e da telemedicina. Os princípios da videocirurgia incluem a criação de um pneumoperitônio (geralmente com CO2) para expandir a cavidade abdominal e permitir a visualização e manipulação dos órgãos. Embora o pneumoperitônio possa induzir alterações fisiológicas, como acidose respiratória e efeitos hemodinâmicos, os benefícios gerais da técnica são notáveis. A menor agressão tecidual resulta em menor dor pós-operatória, menor necessidade de analgésicos e uma recuperação mais rápida. Do ponto de vista imunológico e inflamatório, a videocirurgia induz uma resposta inflamatória e imunomoduladora significativamente menor do que a cirurgia aberta. Isso se traduz em um menor risco de complicações sistêmicas, incluindo infecções pós-operatórias, e uma melhor preservação da função pulmonar, com menos hipóxia. Esses fatores contribuem para um prognóstico mais favorável e uma melhor qualidade de vida para os pacientes submetidos a procedimentos videocirúrgicos.
As principais vantagens incluem menor dor pós-operatória, incisões menores, menor tempo de internação, recuperação mais rápida, menor perda sanguínea e uma resposta inflamatória sistêmica reduzida, o que diminui o risco de complicações.
O pneumoperitônio, criado com CO2, eleva a pressão intra-abdominal, o que pode causar alterações hemodinâmicas e respiratórias, como acidose respiratória devido à absorção de CO2. O anestesiologista monitora e corrige essas alterações.
Sim, a videocirurgia geralmente está associada a um menor índice de complicações infecciosas. Isso se deve ao menor trauma tecidual, menor exposição de órgãos internos ao ambiente e menor resposta inflamatória e imunomoduladora.
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