Vanishing Testis: Diagnóstico e Manejo da Anorquia Congênita

HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

Menino, 11 meses, é encaminhado ao cirurgião pediátrico devido a distopia testicular esquerda. Mãe relata que desde o nascimento nunca apresentou testículo esquerdo tópico em bolsa testicular, porém foi orientada a aguardar até o primeiro ano de vida para resolução do quadro. Nascido a termo, sem intercorrências na gestação ou parto. Ao exame físico: abdome flácido, indolor, sem massas palpáveis. Fimose fisiológica. Testículo direito tópico em escroto. Bolsa testicular esquerda vazia, hipotrófica. Testículo esquerdo não palpável na região inguinal, raiz da coxa nem na base do pênis. Foi submetido a videolaparoscopia diagnóstica em que não foi encontrado testículo dentro da cavidade abdominal, porém notou-se as estruturas descritas (figura abaixo). A provável hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Vanishing testis.
  2. B) Testículo retrátil.
  3. C) Testículo deslizante.
  4. D) Nubbin testis.

Pérola Clínica

Testículo não palpável + laparoscopia com vasos e deferente terminando em fundo cego → Vanishing testis.

Resumo-Chave

O 'vanishing testis' ou síndrome do testículo evanescente é a ausência congênita de um testículo palpável, onde a laparoscopia revela vasos testiculares e ducto deferente terminando em fundo cego, sem tecido testicular viável. Isso sugere uma degeneração testicular intrauterina.

Contexto Educacional

O vanishing testis, também conhecido como síndrome do testículo evanescente ou anorquia congênita, é uma condição em que o testículo se desenvolve inicialmente durante a gestação, mas sofre degeneração e reabsorção intrauterina. A etiologia exata é desconhecida, mas acredita-se que eventos isquêmicos ou traumáticos no período fetal possam levar à atrofia testicular. Clinicamente, manifesta-se como um testículo não palpável ao nascimento. O diagnóstico é desafiador, pois a ausência de um testículo palpável pode indicar criptorquidia (testículo retido), anorquia (ausência congênita) ou vanishing testis. A videolaparoscopia diagnóstica é o padrão-ouro para diferenciar essas condições. Na síndrome do vanishing testis, a laparoscopia revela a ausência de testículo intra-abdominal, com a presença de vasos testiculares e ducto deferente que terminam em fundo cego ou em um pequeno remanescente fibroso (nubbin). O manejo consiste na confirmação diagnóstica e, se unilateral, no acompanhamento para monitorar o testículo contralateral e considerar a colocação de prótese testicular na adolescência para fins estéticos e psicológicos. Em casos bilaterais, a reposição hormonal é necessária. É crucial diferenciar do testículo retrátil, que é palpável e pode ser manipulado para a bolsa escrotal, e do testículo deslizante, que pode ser levado ao escroto, mas retrai imediatamente.

Perguntas Frequentes

O que é a síndrome do vanishing testis?

A síndrome do vanishing testis, ou testículo evanescente, é uma condição em que o testículo se desenvolve inicialmente, mas degenera intraútero, resultando na ausência de tecido testicular palpável ao nascimento, com a presença de vasos e ducto deferente terminando em fundo cego.

Como é feito o diagnóstico de vanishing testis?

O diagnóstico é suspeitado em casos de testículo não palpável e confirmado por videolaparoscopia diagnóstica, que revela a ausência de testículo intra-abdominal e a presença de estruturas vestigiais como vasos e ducto deferente terminando em fundo cego.

Qual a diferença entre vanishing testis e criptorquidia?

Na criptorquidia, o testículo está presente, mas não desceu para a bolsa escrotal (podendo ser palpável ou intra-abdominal). No vanishing testis, o testículo está ausente devido à degeneração intrauterina, não havendo tecido testicular viável.

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