Unioeste/HUOP - Hospital Universitário do Oeste do Paraná - Cascavel (PR) — Prova 2015
Qual é a principal causa obstrutiva de insuficiência renal crônica em crianças?
Válvula de uretra posterior (VUP) = principal causa obstrutiva de IRC em crianças, especialmente meninos.
A Válvula de Uretra Posterior (VUP) é uma anomalia congênita exclusiva de meninos, causando obstrução infravesical que leva a danos renais progressivos e insuficiência renal crônica se não tratada precocemente.
A insuficiência renal crônica (IRC) em crianças é uma condição grave com múltiplas etiologias, sendo as anomalias congênitas do trato urinário e rins (CAKUT) a principal categoria. Dentro das CAKUT, as uropatias obstrutivas congênitas desempenham um papel significativo, e a Válvula de Uretra Posterior (VUP) se destaca como a causa obstrutiva mais comum de IRC em meninos. A VUP é uma membrana congênita na uretra posterior que obstrui o fluxo urinário da bexiga. Essa obstrução leva a um aumento da pressão na bexiga, ureteres e rins, resultando em hidronefrose bilateral, refluxo vésico-ureteral e, frequentemente, displasia renal. O dano renal é progressivo e pode se manifestar desde o período pré-natal (oligodrâmnio) até a infância, culminando em IRC se não houver intervenção. O diagnóstico precoce da VUP, muitas vezes por ultrassonografia pré-natal, é crucial. O tratamento consiste na ablação endoscópica da válvula, mas o manejo das sequelas, como disfunção vesical e insuficiência renal, é um desafio contínuo. Residentes devem estar cientes da VUP como uma entidade clínica importante, dada sua prevalência e o impacto devastador na saúde renal pediátrica.
Pode haver oligodrâmnio pré-natal, bexiga palpável, jato urinário fraco, infecções do trato urinário recorrentes, dificuldade para urinar e, em casos graves, sinais de insuficiência renal.
A obstrução crônica causada pela VUP leva a hidronefrose bilateral, refluxo vésico-ureteral, disfunção vesical e displasia renal, resultando em dano progressivo ao parênquima renal e perda da função.
O tratamento inicial envolve a ressecção endoscópica da válvula (valvulotomia) para aliviar a obstrução, seguida de manejo das complicações como disfunção vesical e acompanhamento da função renal.
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