UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Menino, 2m, é trazido à Unidade Básica de Saúde para primeira consulta de puericultura. Está em aleitamento materno exclusivo, mãe refere diurese clara várias vezes ao dia, apresenta bom ganho ponderoestatural e desenvolvimento neuropsicomotor adequado. Exame físico: jato urinário fraco, sem outras alterações. Traz ultrassonografia gestacional em que foi visualizada hidronefrose acentuada bilateral. O EXAME INDICADO PARA A CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA É:
Lactente masculino com hidronefrose bilateral + jato urinário fraco → Suspeita de Válvula de Uretra Posterior (VUP) → Cistouretrografia Miccional (UCM) para confirmação.
A presença de hidronefrose bilateral no ultrassom gestacional, associada a jato urinário fraco em um lactente masculino, é altamente sugestiva de Válvula de Uretra Posterior (VUP). A Cistouretrografia Miccional (UCM) é o exame padrão-ouro para confirmar este diagnóstico, visualizando a dilatação da uretra posterior e o refluxo vesicoureteral.
A Válvula de Uretra Posterior (VUP) é a causa mais comum de obstrução do trato urinário inferior em meninos, sendo uma condição congênita grave que pode levar a danos renais irreversíveis se não diagnosticada e tratada precocemente. A obstrução causada pelas válvulas impede o fluxo normal de urina da bexiga, resultando em dilatação e disfunção da bexiga, ureteres e rins. A suspeita de VUP frequentemente surge no período pré-natal, com a detecção de hidronefrose bilateral e/ou bexiga dilatada no ultrassom gestacional. Após o nascimento, o lactente pode apresentar jato urinário fraco, dificuldade para urinar, infecções urinárias de repetição e, em casos mais avançados, sinais de insuficiência renal. O exame físico pode revelar uma bexiga palpável. A Cistouretrografia Miccional (UCM) é o exame padrão-ouro para a confirmação diagnóstica da VUP. Ela demonstra a uretra posterior dilatada e alongada, a presença das válvulas como uma constrição na uretra distal e a ocorrência de refluxo vesicoureteral. Uma vez diagnosticada, a VUP requer intervenção cirúrgica (ablação endoscópica das válvulas) para aliviar a obstrução e preservar a função renal. O acompanhamento nefrológico e urológico é essencial a longo prazo.
Clinicamente, o jato urinário fraco é um sinal chave. Ultrassonograficamente, a hidronefrose bilateral, dilatação da bexiga com espessamento da parede e, por vezes, ureteres dilatados, são achados sugestivos.
A UCM permite visualizar diretamente a uretra posterior dilatada e alongada, a presença das válvulas como uma constrição distal, e avaliar a presença e o grau de refluxo vesicoureteral, confirmando o diagnóstico de VUP.
As complicações incluem insuficiência renal crônica, displasia renal, infecções do trato urinário de repetição, disfunção vesical e refluxo vesicoureteral, que podem levar a danos renais permanentes.
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