UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
Recém-nascido a termo, de parto normal, com diagnóstico fetal de hidronefrose bilateral, é admitido na UTI neonatal para investigação. Apresenta, como única alteração no exame físico, pequena massa globosa suprapúbica de consistência cística que, quando pressionada, leva o bebê a urinar em gotejamento. A ultrassonografia de rins e vias urinárias evidenciou bexiga de parede espessada e trabeculada, além de importante hidronefrose bilateral. O provável diagnóstico e exame de imagem que confirma esse diagnóstico, respectivamente, são:
RN com hidronefrose bilateral + bexiga espessada + gotejamento urinário → Válvula de Uretra Posterior (VUP); confirmação por Uretrocistografia Miccional (UCM).
A Válvula de Uretra Posterior (VUP) é a causa mais comum de obstrução do trato urinário inferior em meninos, levando a hidronefrose bilateral, bexiga espessada e disfunção vesical. A massa suprapúbica e o gotejamento urinário são sinais de bexiga distendida e obstrução. A Uretrocistografia Miccional (UCM) é o exame padrão-ouro para confirmar a VUP.
A Válvula de Uretra Posterior (VUP) é a anomalia congênita mais comum do trato urinário inferior em meninos, caracterizada pela presença de membranas na uretra posterior que causam obstrução ao fluxo urinário. Sua importância clínica é imensa, pois pode levar a danos renais irreversíveis se não diagnosticada e tratada precocemente. A detecção pré-natal de hidronefrose bilateral é um forte indicativo, e o diagnóstico pós-natal requer alta suspeição. A fisiopatologia da VUP envolve a obstrução do fluxo urinário, resultando em aumento da pressão na bexiga, ureteres e rins. Isso leva a espessamento e trabeculação da parede vesical, hidroureteronefrose e, eventualmente, displasia renal e insuficiência renal. Os sinais clínicos incluem massa suprapúbica (bexiga distendida), gotejamento urinário ou jato fraco, e infecções urinárias. A ultrassonografia de rins e vias urinárias é o exame inicial, mostrando hidronefrose e bexiga alterada. O diagnóstico definitivo da VUP é feito pela Uretrocistografia Miccional (UCM), que demonstra a dilatação da uretra posterior e a presença das válvulas. O tratamento é cirúrgico, geralmente por ressecção endoscópica das válvulas, visando restaurar o fluxo urinário e preservar a função renal. O prognóstico depende da gravidade da obstrução, do grau de dano renal pré-existente e da precocidade do tratamento, sendo o acompanhamento urológico e nefrológico essencial a longo prazo.
Sinais clínicos incluem hidronefrose bilateral detectada no pré-natal, massa suprapúbica palpável, gotejamento urinário, jato urinário fraco, bexiga palpável e, em casos mais graves, insuficiência renal e oligodrâmnio.
A Uretrocistografia Miccional (UCM) permite visualizar a uretra durante a micção, demonstrando a dilatação da uretra posterior e a presença das válvulas, além de avaliar o grau de refluxo vesicoureteral e as características da bexiga.
As principais complicações incluem hidronefrose progressiva, refluxo vesicoureteral, infecções do trato urinário de repetição, disfunção vesical crônica, insuficiência renal crônica e, em casos graves, doença renal terminal.
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