AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2020
A doença valvar do coração é fonte de morbidade e mortalidade, em especial nos países subdesenvolvidos. Sobre a doença valvar aórtica, considere as seguintes afirmativas. 1. A valva aórtica bicúspide é a malformação congênita cardíaca mais comum. 2. Não há correlação direta entre os sinais no eletrocardiograma e a gravidade hemodinâmica na estenose aórtica. 3. O sopro da estenose aórtica é holossistólico de ejeção. 4. O pulso carotídeo sobe rapidamente e apresenta um pico tardio (amplo e prolongado). Assinale a resposta correta.
Valva aórtica bicúspide = malformação congênita cardíaca mais comum; ECG na EA não correlaciona com gravidade hemodinâmica.
A valva aórtica bicúspide é, de fato, a malformação congênita cardíaca mais comum, predispondo a estenose ou insuficiência aórtica. No entanto, as alterações eletrocardiográficas na estenose aórtica (como hipertrofia ventricular esquerda) não se correlacionam diretamente com a gravidade hemodinâmica da doença, sendo a ecocardiografia o método padrão ouro para essa avaliação.
A doença valvar aórtica representa uma causa significativa de morbidade e mortalidade cardiovascular, com a estenose aórtica sendo a valvopatia mais comum em países desenvolvidos. A valva aórtica bicúspide é a malformação congênita cardíaca mais prevalente, afetando cerca de 1-2% da população, e é um fator de risco importante para o desenvolvimento precoce de estenose ou insuficiência aórtica, além de dilatação da aorta ascendente. O conhecimento dessas condições é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. No contexto da estenose aórtica, o exame físico revela um sopro sistólico ejetivo (mesossistólico), com irradiação para as carótidas e característica crescendo-decrescendo. O pulso carotídeo típico é o "parvus et tardus" (pequeno e de ascensão lenta), indicando a dificuldade de ejeção ventricular. Embora o eletrocardiograma (ECG) possa mostrar sinais de hipertrofia ventricular esquerda, não há uma correlação direta entre as alterações eletrocardiográficas e a gravidade hemodinâmica da estenose, sendo a ecocardiografia o método padrão ouro para essa avaliação. É fundamental para o residente diferenciar as características dos sopros cardíacos e entender que o sopro da estenose aórtica é mesossistólico, e não holossistólico. O manejo da estenose aórtica varia desde o acompanhamento clínico em casos leves a moderados até a intervenção cirúrgica (troca valvar aórtica) ou transcateter (TAVI) em casos graves sintomáticos ou assintomáticos com disfunção ventricular.
A valva aórtica bicúspide é a malformação congênita cardíaca mais comum, afetando cerca de 1-2% da população. Ela predispõe a complicações como estenose aórtica, insuficiência aórtica, dilatação da aorta e endocardite infecciosa, exigindo acompanhamento regular.
O eletrocardiograma (ECG) na estenose aórtica pode mostrar sinais de hipertrofia ventricular esquerda, mas não há uma correlação direta entre a magnitude dessas alterações e a gravidade hemodinâmica da estenose. A ecocardiografia é o exame fundamental para avaliar a gravidade.
O sopro da estenose aórtica é sistólico ejetivo (mesossistólico), com irradiação para o pescoço e característica crescendo-decrescendo. O pulso carotídeo clássico na estenose aórtica grave é o "parvus et tardus", que significa um pulso de pequena amplitude e ascensão lenta.
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