UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2018
A mamografia é um exame diagnóstico, utilizado em rastreamentos populacionais que pode ter especificidade de 98% na detecção precoce do câncer da mama assintomático. Sabe-se que se a especificidade de um exame vale 100%, não haverá falsos-positivos, logo o valor preditivo positivo (VPP) será também 100%. Qual dos motivos listados nas alternativas abaixo explica por que um exame com tão alta especificidade apresenta, nos rastreamentos populacionais, VPP que, no máximo, atinge 20%?
Alta especificidade + Baixa prevalência = Baixo Valor Preditivo Positivo (VPP).
Em rastreamentos populacionais para doenças de baixa prevalência, mesmo exames com alta especificidade (poucos falsos positivos entre os sadios) terão um VPP baixo. Isso ocorre porque o número de falsos positivos, embora pequeno em proporção aos sadios, pode ser maior que o número de verdadeiros positivos, dada a raridade da doença.
A mamografia é uma ferramenta essencial no rastreamento do câncer de mama, com alta especificidade e sensibilidade. No entanto, é crucial compreender como as características epidemiológicas da população rastreada influenciam a interpretação de seus resultados, especialmente o Valor Preditivo Positivo (VPP). O VPP é a probabilidade de que um resultado positivo realmente indique a presença da doença. Em programas de rastreamento populacional, a prevalência do câncer de mama em mulheres assintomáticas é relativamente baixa. Mesmo com uma especificidade de 98%, o que significa que apenas 2% das mulheres sadias terão um resultado falso-positivo, o número absoluto de falsos-positivos pode ser considerável. Isso ocorre porque a maioria das mulheres rastreadas não tem a doença. Assim, o número de falsos-positivos pode superar o número de verdadeiros-positivos, diluindo o VPP. Para residentes, é fundamental entender que um VPP baixo não invalida a utilidade do rastreamento, mas ressalta a necessidade de exames complementares para confirmar os resultados positivos. A baixa prevalência é o principal fator que explica o VPP limitado em rastreamentos, um conceito chave em epidemiologia e medicina baseada em evidências.
O VPP é a probabilidade de um indivíduo com um resultado de teste positivo realmente ter a doença. Ele é calculado como Verdadeiros Positivos / (Verdadeiros Positivos + Falsos Positivos).
Em populações com baixa prevalência da doença, o número de indivíduos sadios é muito maior que o de doentes. Mesmo uma pequena taxa de falsos positivos (devido à especificidade não ser 100%) pode gerar um número absoluto de falsos positivos maior que o de verdadeiros positivos, resultando em um VPP baixo.
A especificidade é a capacidade do teste de identificar corretamente os indivíduos sadios. Uma alta especificidade é importante para minimizar os falsos positivos, que podem gerar ansiedade, custos adicionais e procedimentos desnecessários.
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