INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Uma instituição de saúde está pesquisando um novo teste de triagem para hanseníase, com sensibilidade de 92% e especificidade de 65%, aplicado em uma população com baixa prevalência da doença. Nesse contexto, é correto afirmar que
Baixa prevalência + baixa especificidade = alto número de falsos-positivos, mesmo com alta sensibilidade.
Em populações com baixa prevalência de uma doença, um teste com baixa especificidade resultará em um número elevado de falsos-positivos, mesmo que sua sensibilidade seja alta. Isso ocorre porque a maioria dos indivíduos testados não tem a doença, e a especificidade insuficiente não consegue filtrar adequadamente os negativos verdadeiros.
A interpretação de testes diagnósticos e de triagem é um pilar fundamental da medicina baseada em evidências. Sensibilidade e especificidade são medidas intrínsecas ao teste, indicando sua capacidade de detectar verdadeiros positivos e verdadeiros negativos, respectivamente. No entanto, o valor preditivo de um teste (a probabilidade de um resultado positivo ser realmente um caso da doença) é fortemente influenciado pela prevalência da doença na população testada. Em cenários de baixa prevalência, como o da hanseníase na questão, mesmo um teste com alta sensibilidade mas especificidade moderada ou baixa pode gerar um grande número de falsos-positivos. Isso ocorre porque a maioria das pessoas testadas é saudável, e qualquer falha na especificidade (identificando saudáveis como doentes) se manifesta em um volume significativo de resultados incorretos. Consequentemente, um teste de triagem com essas características em uma população de baixa prevalência não seria ideal para confirmar diagnósticos, mas sim para identificar um grupo maior que necessitaria de testes confirmatórios mais específicos.
É a capacidade do teste de identificar corretamente os indivíduos que realmente têm a doença (verdadeiros positivos).
É a capacidade do teste de identificar corretamente os indivíduos que não têm a doença (verdadeiros negativos).
Em uma população com poucos doentes, mesmo um pequeno percentual de falsos-positivos (devido à baixa especificidade) sobre um grande número de pessoas saudáveis pode superar o número de verdadeiros positivos.
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