HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2016
Foi realizado um estudo sobre a capacidade dos clínicos de diagnosticar infecção estreptocócica em 150 pacientes que vieram à emergência de um hospital com dor de garganta. As impressões clínicas foram comparadas aos resultados de culturas orofaríngeas para estreptococos do grupo A. Dos 60 pacientes que apresentaram cultura orofaríngea positiva, 36 foram diagnosticados pelos médicos como tendo faringite estreptocócica. Entre 90 pacientes que apresentaram cultura negativa, os médicos diagnosticaram que 18 deles apresentavam a doença. O valor preditivo negativo do exame clínico é:
VPN = Verdadeiros Negativos / Total de Testes Negativos (TN / TN + FN).
O Valor Preditivo Negativo (VPN) indica a probabilidade de um indivíduo com teste negativo realmente não possuir a doença, sendo influenciado pela prevalência.
O cálculo de valores preditivos é fundamental na medicina baseada em evidências para interpretar a utilidade prática de um exame ou impressão clínica. Enquanto a sensibilidade e a especificidade descrevem a acurácia do teste em relação ao estado real de saúde, os valores preditivos (VPP e VPN) orientam a tomada de decisão clínica após a obtenção do resultado. O VPN, especificamente, é crucial para 'excluir' diagnósticos com segurança. No contexto da faringite estreptocócica, um VPN de 75% sugere que 25% dos pacientes liberados com diagnóstico negativo pelos clínicos na verdade possuíam a infecção (falso-negativos), o que pode ser considerado baixo para uma triagem segura em emergências, justificando o uso de testes rápidos ou culturas.
O Valor Preditivo Negativo (VPN) possui uma relação inversa com a prevalência da doença na população estudada. Em cenários onde a prevalência é muito baixa, o VPN tende a ser mais elevado, pois a probabilidade de um resultado negativo ser um verdadeiro negativo aumenta significativamente. Por outro lado, em populações de alta prevalência, o VPN diminui, pois o risco de resultados falso-negativos torna-se estatisticamente mais relevante na amostra total de testes negativos.
A especificidade é uma característica intrínseca do teste diagnóstico, definida como a capacidade do teste em identificar corretamente os indivíduos saudáveis (TN / [TN + FP]). Já o Valor Preditivo Negativo (VPN) é uma medida de desempenho clínico que depende da prevalência, respondendo à pergunta: 'Dado que o teste deu negativo, qual a chance de o paciente não ter a doença?'. O VPN utiliza o total de negativos (TN + FN) como denominador.
Para calcular o VPN, organize os dados: Coluna 'Doença+' (Cultura+) com 60 pacientes e 'Doença-' (Cultura-) com 90. Linha 'Teste+' (Diagnóstico médico) com 36 (Verdadeiros Positivos) e 18 (Falsos Positivos). Linha 'Teste-' terá 24 (Falsos Negativos, pois 60-36=24) e 72 (Verdadeiros Negativos, pois 90-18=72). O VPN é calculado dividindo os Verdadeiros Negativos (72) pelo total de testes negativos (72+24=96), resultando em 0,75 ou 75%.
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