FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Num estudo epidemiológico com o objetivo de estimar a frequência de desnutridos entre crianças de 5 a 9 anos de um município, optou-se pela realização de um inquérito com avaliação da relação peso/altura dos alunos de apenas uma escola desse município. O ERRO metodológico mais provável desse desenho de estudo é de
Estudar apenas uma escola para estimar frequência municipal → Viés de seleção, comprometendo a validade externa.
Ao estudar apenas uma escola para representar um município inteiro, o estudo incorre em um viés de seleção significativo. Isso compromete a validade externa, ou seja, a capacidade de generalizar os resultados encontrados para toda a população-alvo do município, pois a amostra não é representativa.
Em estudos epidemiológicos, a validade é um conceito crucial que se refere à extensão em que um estudo mede o que ele realmente pretende medir. Ela é dividida em validade interna, que avalia se os resultados do estudo são verdadeiros para a população estudada, e validade externa, que se refere à capacidade de generalizar esses resultados para outras populações ou contextos. Um estudo com boa validade interna pode ter baixa validade externa se a amostra não for representativa. No cenário descrito, o erro metodológico mais provável é a baixa validade externa, decorrente de um viés de seleção. Ao amostrar crianças de apenas uma escola para estimar a frequência de desnutrição em um município inteiro, assume-se que essa escola é representativa de todas as crianças de 5 a 9 anos do município, o que raramente é verdade. Escolas podem ter perfis socioeconômicos, nutricionais e de saúde muito diferentes, dependendo de sua localização e características específicas. A consequência desse erro é que a estimativa de desnutrição obtida pode não refletir a realidade do município, levando a conclusões equivocadas e, potencialmente, a intervenções de saúde pública ineficazes ou mal direcionadas. Para garantir a validade externa, seria necessário um plano de amostragem mais robusto, que incluísse escolas de diferentes regiões do município ou uma amostra aleatória de crianças da população-alvo.
A validade refere-se à acurácia do estudo em medir o que se propõe a medir. Divide-se em validade interna (se os resultados são verdadeiros para a população estudada) e validade externa (se os resultados podem ser generalizados para outras populações).
O viés de seleção ocorre quando a amostra não é representativa da população-alvo, levando a resultados que não refletem a realidade. Isso compromete principalmente a validade externa, pois impede a generalização dos achados.
Uma amostra não representativa pode levar a estimativas incorretas da frequência de uma doença ou da associação entre exposição e desfecho, resultando em conclusões errôneas e decisões de saúde pública inadequadas.
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