UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2022
A alteração fisiológica causada pela vagotomia troncular é a seguinte:
Vagotomia troncular → ↓ fluxo biliar pós-prandial e ↓ secreção ácida gástrica.
A vagotomia troncular, ao seccionar o nervo vago, afeta a inervação parassimpática de múltiplos órgãos abdominais, incluindo o estômago, pâncreas e vesícula biliar. A diminuição do fluxo biliar pós-prandial é uma das consequências devido à redução da contração da vesícula biliar.
A vagotomia troncular é um procedimento cirúrgico que envolve a secção completa dos troncos vagais principais, que inervam o estômago, pâncreas, fígado, vesícula biliar e intestino delgado. Historicamente, era realizada para reduzir a secreção ácida gástrica em pacientes com úlcera péptica refratária ao tratamento clínico. Embora menos comum hoje devido aos avanços farmacológicos, seus efeitos fisiológicos ainda são relevantes para a compreensão da fisiologia gastrointestinal. Uma das alterações fisiológicas importantes causadas pela vagotomia troncular é a diminuição do fluxo biliar pós-prandial. Isso ocorre porque a inervação vagal desempenha um papel na estimulação da contração da vesícula biliar. Com a interrupção dessa inervação, a vesícula biliar se contrai menos eficientemente em resposta à alimentação, resultando em estase biliar e um risco aumentado de formação de cálculos biliares. Outras consequências incluem a redução drástica da secreção ácida gástrica, retardo do esvaziamento gástrico (necessitando frequentemente de um procedimento de drenagem, como piloroplastia), e alterações na motilidade intestinal. Para residentes, compreender a complexidade dos efeitos da vagotomia é crucial para entender as sequelas de cirurgias gástricas e a interconexão da fisiologia do sistema digestório.
O principal objetivo da vagotomia troncular é reduzir a secreção ácida gástrica, cortando as fibras vagais que estimulam as células parietais do estômago, sendo historicamente utilizada no tratamento da úlcera péptica refratária.
A vagotomia troncular interrompe a inervação vagal da vesícula biliar, que é responsável por estimular sua contração. Isso leva a uma diminuição da contração da vesícula e, consequentemente, a uma redução do fluxo biliar pós-prandial e ao risco aumentado de colelitíase.
Além da redução da secreção ácida e do fluxo biliar, pode haver retardo do esvaziamento gástrico (gastroparesia), diarreia e, em alguns casos, necessidade de um procedimento de drenagem gástrica (como piloroplastia) para compensar a perda da inervação pilórica.
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