UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Considerando o tratamento cirúrgico da úlcera péptica duodenal, entende-se como procedimento mais fisiológico:
Vagotomia gástrica proximal (VGP) → procedimento mais fisiológico para úlcera duodenal por preservar a inervação antral e pilórica.
A vagotomia gástrica proximal, também conhecida como vagotomia superseletiva, é considerada o procedimento mais fisiológico para úlcera péptica duodenal porque secciona apenas os ramos parietais do nervo vago, preservando a inervação do antro e do piloro. Isso evita a necessidade de um procedimento de drenagem, como a piloroplastia, e minimiza complicações como a síndrome de dumping.
O tratamento cirúrgico da úlcera péptica, embora menos comum hoje devido aos avanços farmacológicos, ainda é relevante para casos refratários ou complicados. A escolha do procedimento cirúrgico é crucial para minimizar sequelas e preservar a fisiologia gástrica. A úlcera péptica duodenal, em particular, está frequentemente associada à hipersecreção ácida e à infecção por Helicobacter pylori. A vagotomia gástrica proximal (VGP), também conhecida como vagotomia superseletiva, é o procedimento mais fisiológico pois secciona seletivamente os ramos do nervo vago que inervam as células parietais produtoras de ácido no corpo gástrico, sem afetar a inervação do antro e do piloro. Isso permite a manutenção da função motora pilórica e do esvaziamento gástrico normal, evitando a necessidade de um procedimento de drenagem. Outras opções cirúrgicas, como a vagotomia troncular ou seletiva, denervam o piloro e requerem um procedimento de drenagem (piloroplastia ou gastrojejunostomia), o que pode levar a complicações como síndrome de dumping, diarreia e gastroparesia. A vagotomia com antrectomia é um procedimento mais radical que remove a porção antral do estômago, também com maior morbidade. Compreender a fisiologia de cada procedimento é fundamental para a prática clínica e para as provas de residência.
Existem três tipos principais: vagotomia troncular (secciona o vago principal), vagotomia seletiva (secciona ramos gástricos e hepáticos/celíacos) e vagotomia gástrica proximal ou superseletiva (secciona apenas ramos parietais).
Ela preserva a inervação do antro e do piloro, mantendo a motilidade gástrica e o esvaziamento pilórico, o que evita a necessidade de um procedimento de drenagem e reduz complicações como a síndrome de dumping.
Essas vagotomias, por denervarem o piloro, exigem um procedimento de drenagem (piloroplastia ou gastrojejunostomia) e estão associadas a maior risco de síndrome de dumping, diarreia e gastroparesia.
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