Vaginose Citolítica: Diagnóstico e Fisiopatologia

ENARE/ENAMED — Prova 2023

Enunciado

Pacientes que apresentam vaginose citolítica podem ter alguns sintomas semelhantes a outros tipos de vaginites, como prurido e corrimento esbranquiçado antes do período menstrual; ardor; queimação; disúria e dispareunia. Essa semelhança de sintomas com outras patologias do trato genital inferior pode atrasar o seu diagnóstico. Em relação à vaginose citolítica, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) é causada pela proliferação excessiva de Lactobacillus e pela redução do PH vaginal, que se encontra menor ou igual a quatro.
  2. B) o processo inflamatório intenso é causado por Streptococcus do grupo B e Escherichia Coli.
  3. C) tem como agente etiológico o parasita flagelado Trichomonas vaginalis.
  4. D) é o processo inflamatório vaginal causado pela proliferação de fungos como o Candida tropicalis.
  5. E) é causada pela substituição da flora microbiana vaginal denominada Lactobacillus por bactérias anaeróbias e facultativas.

Pérola Clínica

Vaginose citolítica → proliferação excessiva de Lactobacillus + pH vaginal ≤ 4.

Resumo-Chave

A vaginose citolítica é uma condição de supercrescimento de Lactobacillus na vagina, levando a um pH vaginal ácido (≤ 4,0) e lise das células epiteliais, mimetizando outras vaginites. O diagnóstico diferencial é crucial para evitar tratamentos inadequados.

Contexto Educacional

A vaginose citolítica é uma condição ginecológica frequentemente subdiagnosticada, caracterizada pela proliferação excessiva de Lactobacillus spp. na vagina, resultando em um ambiente excessivamente ácido (pH ≤ 4,0) e citólise das células epiteliais vaginais. Sua importância clínica reside na semelhança de seus sintomas (prurido, corrimento esbranquiçado, ardor, disúria, dispareunia) com outras vaginites, como candidíase e vaginose bacteriana, o que pode levar a atrasos ou erros diagnósticos e tratamentos inadequados. A fisiopatologia envolve a ação dos Lactobacillus, que produzem ácido lático, mantendo o pH vaginal baixo. Em excesso, eles podem lisar as células epiteliais, liberando seu conteúdo e causando inflamação e sintomas. O diagnóstico é feito pela exclusão de outras causas de vaginite, pH vaginal baixo, e visualização microscópica de grande quantidade de Lactobacillus e citólise em esfregaço vaginal, sem a presença de outros patógenos. O tratamento da vaginose citolítica visa reduzir a carga de Lactobacillus e elevar o pH vaginal. Isso pode ser alcançado com duchas vaginais alcalinas (ex: bicarbonato de sódio) ou óvulos vaginais de bicarbonato. É crucial diferenciar esta condição de outras vaginites para evitar o uso desnecessário de antibióticos ou antifúngicos, que não resolveriam o problema e poderiam até agravá-lo.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da vaginose citolítica?

A vaginose citolítica manifesta-se com prurido, corrimento esbranquiçado (especialmente pré-menstrual), ardor, queimação, disúria e dispareunia, sintomas que se assemelham a outras vaginites.

Como a vaginose citolítica é diagnosticada?

O diagnóstico baseia-se na presença de sintomas, pH vaginal ≤ 4,0, ausência de outros patógenos e visualização de Lactobacillus abundantes e citólise em esfregaço vaginal.

Qual a diferença entre vaginose citolítica e vaginose bacteriana?

Na vaginose citolítica há supercrescimento de Lactobacillus e pH ácido, enquanto na vaginose bacteriana há substituição de Lactobacillus por bactérias anaeróbias e pH elevado (> 4,5).

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