HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Eventualmente, um quadro de vulvovaginite pode ser causado por proliferação desordenada de lactobacilos. Isso leva o nome de:
Proliferação excessiva de lactobacilos causando vulvovaginite = Vaginose Citolítica.
A vaginose citolítica é uma condição onde o excesso de lactobacilos causa citólise das células epiteliais vaginais, liberando glicogênio e mantendo um pH ácido, mimetizando candidíase mas sem fungos.
A vaginose citolítica, também conhecida como síndrome de Döderlein, é uma condição de vulvovaginite caracterizada pela proliferação excessiva de lactobacilos na vagina. Embora os lactobacilos sejam componentes normais e benéficos da flora vaginal, em excesso, eles podem causar a lise das células epiteliais vaginais, levando a sintomas irritativos. É uma causa subdiagnosticada de vulvovaginite crônica, muitas vezes confundida com candidíase devido à semelhança dos sintomas. A fisiopatologia envolve a produção excessiva de ácido lático pelos lactobacilos, resultando em um pH vaginal muito ácido (<4.5). Esse ambiente ácido, juntamente com a superpopulação de lactobacilos, leva à citólise das células epiteliais vaginais, liberando glicogênio e exacerbando a irritação. O diagnóstico é feito pela exclusão de outras causas de vulvovaginite e pela identificação de um pH vaginal ácido, ausência de fungos e células-chave, e presença abundante de lactobacilos e citólise no microscopia do corrimento. O tratamento da vaginose citolítica visa reduzir a carga de lactobacilos e elevar o pH vaginal. Isso é tipicamente alcançado com o uso de duchas vaginais ou supositórios de bicarbonato de sódio, que neutralizam o ambiente ácido. É importante diferenciar esta condição de outras vulvovaginites para evitar tratamentos desnecessários ou ineficazes, como antifúngicos ou antibióticos.
Os sintomas incluem prurido vaginal intenso, queimação, dispareunia e corrimento vaginal branco, espesso e grumoso, muitas vezes cíclico, piorando na fase lútea do ciclo menstrual.
O diagnóstico é clínico e laboratorial, com pH vaginal ácido (<4.5), ausência de leveduras ou células-chave, e presença de numerosos lactobacilos e citólise de células epiteliais no exame microscópico do corrimento.
O tratamento visa reduzir a população de lactobacilos e alcalinizar o pH vaginal, geralmente com duchas vaginais de bicarbonato de sódio ou supositórios de bicarbonato, aliviando os sintomas.
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