Vaginose Bacteriana: Tratamento com Metronidazol e Álcool

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025

Enunciado

A vaginose bacteriana é causa de vulvovaginite. Sobre essa alteração, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O tratamento está indicado somente para pacientes sintomáticos.
  2. B) Os parceiros sexuais devem ser tratados com metronidazol 500 mg de 12/12 horas por 7 dias.
  3. C) A paciente deve ser orientada a evitar consumo de álcool por cerca de 24 – 72 horas após a administração de metronidazol.
  4. D) A secreção vaginal é caracterizada por corrimento vaginal homogêneo, com pH < 4,5.
  5. E) É considerada infecção sexualmente transmissível.

Pérola Clínica

Vaginose bacteriana tratada com metronidazol → Evitar álcool por 24-72h (efeito dissulfiram).

Resumo-Chave

A vaginose bacteriana é uma disbiose da flora vaginal, não uma IST clássica, e o tratamento com metronidazol exige a orientação de evitar o consumo de álcool devido ao risco de reação dissulfiram-like, que pode causar náuseas, vômitos, cefaleia e taquicardia. O tratamento é indicado principalmente para pacientes sintomáticas.

Contexto Educacional

A vaginose bacteriana (VB) é a causa mais comum de vulvovaginite em mulheres em idade reprodutiva, caracterizada por um desequilíbrio da flora vaginal normal. Em vez de ser uma infecção por um único patógeno, a VB é uma disbiose, onde há uma redução dos lactobacilos protetores e um supercrescimento de bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus spp., e Mycoplasma hominis. Embora não seja considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) clássica, a atividade sexual pode influenciar sua ocorrência. Clinicamente, a VB manifesta-se por um corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado, com odor fétido ("cheiro de peixe"), especialmente após o coito ou menstruação. O pH vaginal é tipicamente elevado (> 4,5), e o exame microscópico revela a presença de "clue cells" (células epiteliais vaginais recobertas por bactérias). O diagnóstico é feito com base nos Critérios de Amsel (pelo menos 3 de 4: corrimento homogêneo, pH > 4,5, teste de aminas positivo, clue cells). O tratamento da vaginose bacteriana é indicado principalmente para pacientes sintomáticas, para alívio dos sintomas e prevenção de complicações como infecções pós-operatórias ginecológicas e parto prematuro. As opções de tratamento incluem metronidazol (oral ou tópico) ou clindamicina (tópica). É crucial orientar a paciente sobre a interação do metronidazol com o álcool, que pode causar uma reação dissulfiram-like (náuseas, vômitos, cefaleia, taquicardia) se consumido durante o tratamento e por 24 a 72 horas após a última dose. O tratamento do parceiro sexual não é recomendado, pois não demonstrou benefício na prevenção de recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para vaginose bacteriana (Critérios de Amsel)?

Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado; pH vaginal > 4,5; teste de aminas positivo (odor de peixe após KOH 10%); e presença de "clue cells" (células-chave) no exame microscópico. São necessários pelo menos 3 dos 4 critérios.

Por que a vaginose bacteriana não é considerada uma IST?

Embora a atividade sexual possa influenciar o risco, a vaginose bacteriana é primariamente uma disbiose da flora vaginal, um desequilíbrio das bactérias normalmente presentes, e não uma infecção transmitida exclusivamente por contato sexual. O tratamento do parceiro não é recomendado.

Quais são as opções de tratamento para vaginose bacteriana?

O tratamento de primeira linha inclui metronidazol (oral ou gel vaginal) ou clindamicina (creme vaginal ou óvulos). O metronidazol oral é geralmente 500 mg duas vezes ao dia por 7 dias.

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