Vaginose Bacteriana: Tratamento e Manejo do Corrimento

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 28 anos de idade, assintomática, refere relacionamento com novo parceiro há 1 mês. Realizado exame físico ginecológico com identificação de corrimento vaginal. A orientação que o médico deve dar à paciente em caso de

Alternativas

  1. A) vaginose bacteriana: será realizado o tratamento, mesmo que assintomático.
  2. B) detecção de protozoários na microscopia: está indicado a coleta do protoparasitológico de fezes.
  3. C) tricomoníase: não é necessário o tratamento do parceiro, pois não é mais considerada IST.
  4. D) vulvovaginite fúngica: só será considerada recidivante caso ocorra mais 3 episódios no próximo ano.

Pérola Clínica

Vaginose bacteriana assintomática com corrimento vaginal → tratamento indicado para evitar complicações.

Resumo-Chave

A vaginose bacteriana, mesmo assintomática, deve ser tratada quando há corrimento vaginal, pois pode aumentar o risco de ISTs, doença inflamatória pélvica e complicações obstétricas. O tratamento visa restaurar o equilíbrio da microbiota vaginal.

Contexto Educacional

A vaginose bacteriana (VB) é uma disbiose da microbiota vaginal, caracterizada pela substituição dos lactobacilos por bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis. É a causa mais comum de corrimento vaginal em mulheres em idade reprodutiva, com prevalência significativa globalmente. Sua importância clínica reside não apenas nos sintomas incômodos, mas também nas potenciais complicações. A fisiopatologia envolve um aumento do pH vaginal, que favorece o crescimento de anaeróbios e a formação de biofilmes. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios de Amsel, que incluem corrimento homogêneo, pH > 4,5, teste de aminas positivo e células-chave. A suspeita deve surgir em mulheres com corrimento, mesmo que assintomáticas, especialmente com novos parceiros. O tratamento da VB é fundamental para restaurar o equilíbrio da flora vaginal e prevenir complicações como doença inflamatória pélvica, infecções pós-operatórias ginecológicas e aumento do risco de aquisição de ISTs. As opções terapêuticas incluem metronidazol (oral ou gel vaginal) ou clindamicina (oral ou creme vaginal). O tratamento do parceiro sexual masculino não é recomendado.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para vaginose bacteriana?

Os critérios de Amsel incluem: corrimento vaginal homogêneo, pH vaginal > 4,5, teste de aminas positivo (odor de peixe) e presença de células-chave na microscopia. Três dos quatro critérios confirmam o diagnóstico.

Por que tratar a vaginose bacteriana assintomática com corrimento?

O tratamento é indicado para reduzir o risco de adquirir outras ISTs, prevenir doença inflamatória pélvica, e diminuir complicações em gestantes, como parto prematuro.

Quais são as opções de tratamento para vaginose bacteriana?

O tratamento de primeira linha inclui metronidazol oral ou tópico, ou clindamicina oral ou tópica. A escolha depende da preferência da paciente e da gravidade do quadro.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo