UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2020
A respeito de doenças infecciosas durante a gravidez, julgue o item que se segue.O tratamento de vaginose bacteriana em gestante deve ser postergado para o puerpério, porque a droga de escolha, o metronidazol, é tóxica para o feto em qualquer período da gravidez.
Vaginose bacteriana em gestante DEVE ser tratada; Metronidazol é seguro após 1º trimestre.
A vaginose bacteriana em gestantes está associada a complicações obstétricas graves, como parto prematuro e corioamnionite. O tratamento é recomendado e o metronidazol é considerado seguro para uso após o primeiro trimestre, não devendo ser postergado para o puerpério.
A vaginose bacteriana (VB) é uma disbiose da microbiota vaginal caracterizada pela substituição dos lactobacilos por bactérias anaeróbias, como Gardnerella vaginalis, Mycoplasma hominis e Prevotella spp. Durante a gravidez, a VB é uma condição comum e sua presença está associada a um risco aumentado de complicações obstétricas significativas, incluindo parto prematuro, ruptura prematura das membranas, corioamnionite e endometrite pós-parto. Dada a associação com desfechos gestacionais adversos, o tratamento da vaginose bacteriana em gestantes é fundamental e não deve ser postergado. O metronidazol é a droga de escolha para o tratamento da VB, e sua segurança na gravidez tem sido amplamente estudada. Embora haja uma cautela histórica em relação ao uso no primeiro trimestre, a maioria das diretrizes atuais considera o metronidazol seguro para uso após o primeiro trimestre, tanto por via oral quanto vaginal, com evidências que não demonstram teratogenicidade ou efeitos adversos fetais significativos. É crucial que residentes e profissionais de saúde estejam cientes da importância do diagnóstico e tratamento precoce da VB em gestantes. A clindamicina é uma alternativa, mas o metronidazol permanece como a primeira linha. O manejo adequado dessa infecção pode prevenir complicações graves e contribuir para um desfecho gestacional mais favorável, reforçando a necessidade de desmistificar a toxicidade do metronidazol na gravidez.
A vaginose bacteriana não tratada na gravidez aumenta o risco de complicações obstétricas sérias, como parto prematuro, ruptura prematura de membranas, corioamnionite e endometrite pós-parto.
Sim, o metronidazol é considerado seguro para uso em gestantes, especialmente após o primeiro trimestre. É a droga de escolha para o tratamento da vaginose bacteriana na gravidez, podendo ser administrado por via oral ou vaginal.
As opções incluem metronidazol (oral ou vaginal) e clindamicina (oral ou vaginal). A escolha depende da preferência do médico e da paciente, e da fase da gestação.
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